quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Lightroom 4 e História da Fotografia

Nos próximos dias 22, 23 e 24 de novembro acontecerá a V Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (SCIENTEX) da UNIVASF. Todos os eventos (palestras, minicursos e oficinas sobre temas variados) são gratuitos e abertos para a comunidade.

Eu estarei ministrando o mini-curso História da Fotografia e também a oficina Fluxo de Trabalho com Lightroom 4. Mais informações na página do evento, http://www.scientex.univasf.edu.br/.

Neighbourhood

Não precisamos ir longe para descobrir temas interessantes, pelo menos no que diz respeito à fotografia. Uma caminhada à pé por alguns quarteirões ao redor de casa, num domingo de manhã, e aqui está um pequeno registro da minha vizinhança, no centro de Petrolina.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Apresentações sobre fotografia

Já estão disponíveis os slides que eu preparei em novembro como apoio para (i) as aulas isoladas que eu ministrei para alunos do curso de Licenciatura em Artes Visuais da UNIVASF, sobre Fluxo de Trabalho com Lightroom 4, e também a Oficina Descobrindo a Fotografia, ministrada no evento Viva Servidor, em comemoração ao Dia do Servidor Público na UNIVASF. Para baixar, é só clicar nos links. Outras apresentações preparadas por mim, sobre assuntos diversos relacionados à fotografia, estão disponíveis aqui . Façam bom proveito e não se esqueçam que críticas e sugestões são sempre muito bem-vindas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mandou bem

Ela veio do tamanho do clamor, e sem abrir mão das preliminares que fazem a sua fama em locais onde aparece com mais freqüência e também com mais violência. O céu escureceu aos poucos depois do almoço, e lá pelas 16:30hs despencou com tudo que tem direito. Pingos grossos, vento forte, ruas e calçadas inundadas rapidamente, ela foi o assunto do dia, tanto no mundo real quanto no virtual, e perdurou até o final da tarde, quando se retirou sem pressa. Lavou a cidade e a alma de um monte de gente que, das lojas e das casas, olhava incrédula para o fenômeno. Vários, inclusive, aproveitaram para tomar o aguardado banho de chuva. Eu mesmo não me lembro de ter visto nada assim por aqui nesses últimos quatro anos e meio. Já agora, de noite, sei que não vou precisar ligar o ventilador nem dormir na sala para poder respirar um pouco. Se por aqui ela é muito bem-vinda, só posso mesmo imaginar a festa que deve ter sido na zona rural, onde as notícias que chegavam davam conta de que os pequenos produtores estavam quebrando de forma cruel. São Pedro mandou bem, mas poderia mandar mais vezes. Fica a dica!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Você viu?

Ontem de tarde choveu. Depois de meses sem água, ela veio e ficou por menos de um minuto. Deu para molhar algumas ruas e rendeu muitas postagens no Facebook sobre o assunto. Refrescou um pouco o clima, que estava absolutamente insuportável, e deixou o dia de hoje nublado. Deu até prá dar uma caminhada no meio tarde, sem os apetrechos de proteção habituais, e sem ser literalmente massacrado pela luz, pelo calor e pela baixa umidade. É tão incomum que precisa ser comentado mesmo, agora eu entendo...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Presente e passado

Cruzada e frequentada por um grande número de pessoas durante dia e noite, a praça da catedral, com o colégio N. S. Auxiliadora ao fundo, é ao mesmo tempo um lugar imponente e bucólico, um belo conjunto arquitetônico que vai do piso ao céu, passando pelo monumento e pelo colégio propriamente dito, em cores contrastantes e vivas. Será que essas pessoas, na sua correria diária, já pararam para reparar? Este é, para mim, o retrato de uma cidade de passa por grandes transformações, mas que preserva e não abre mão de um passado feito de poesia e simplicidade.

Fachadas no caminho


sábado, 27 de outubro de 2012

Back to Araripe

Depois de quase três anos, estive novamente na Chapada do Araripe nesse último feriado. O roteiro de três dias, que funcionou bastante bem, fica aqui como sugestão para quem quiser se aventurar por aqueles lados: saindo logo cedo na manhã do primeiro dia, e seguindo caminho através de Ouricuri e Bodocó, é possível almoçar em Exú e aproveitar para visitar o Parque Aza Branca. De volta em marcha, surge a subida da chapada e depois um longo caminho em linha reta pela sua superfície, onde se situa a divisa entre os estados de Penambuco e Ceará. Um pouco antes de começar a descida, há uma estrada à esquerda, sem acesso óbvio. É necessário fazer um retorno ou entrar direto, com muito cuidado. Essa estrada passa por Nova Olinda, onde é possível visitar o geossítio Pedra Cariri, e depois nos leva até Santana do Cariri, onde fica o geossítio Pontal de Santa Cruz, com uma belíssima vista da região. Após o por-do-sol, hora de ir para o hotel, que nesse caso ficava no Crato.

No dia seguinte pode-se começar visitando o Arajara Park em Barbalha (para quem está com crianças e quer tomar banho de piscina) ou então ir direto para o geossítio Riacho do Meio, na mesma cidade, onde trilhas curtas, pequenos lagos e cascatas fazem a festa dos aventureiros. Hora de almoçar e, depois, ir para o geossítio Cachoeira de Missão Velha na cidade de mesmo nome. Se for primeiro semestre, existem boas chances de que a água esteja escorrendo e em grande volume. Se for no segundo semetre, será possível apreciar a formação rochosa em toda a sua grandeza e bem de perto. Final de mais um dia, hora de descansar.

O terceiro e último dia fica reservado para o geossítio Colina do Horto em Juazeiro do Norte, nome pomposo para o local onde fica a famosa estátua do Padre Cícero que atrai milhares de romeiros ao longo de todo o ano e que apresenta, como atrações adicionais, o Museu do Padre Cícero, com uma coleção impressionante de roupas, objetos, ex-votos etc e dezenas de lojas com produtos relacionados. Nada disso, no entanto, é tão interessante quanto ver a devoção dos visitantes ao padim Ciço. Uma verdadeira aula de Brasil, imperdível para quem quer conhecer melhor as nossas tradições e o perfil da nossa religiosidade. Almoço e vamos embora, queremos chegar em Petrolina não muito tarde da noite!

Clique aqui para ver algums fotos desse roteiro, especialmente do último dia em Juazeiro do Norte.

Sombras


Tourist Information 30 - Parque Aza Branca

Para quem estiver pela região, uma boa dica é conhecer o Parque Aza Branca, localizado no munícípio de Exú, distante cerca de 250Km de Petrolina, em direção ao norte, depois de Ouricuri e Bodocó. Construído para preservar a memória do Rei do Baião Luiz Gonzaga, o local abriga a casa onde ele morou os seus últimos sete anos de vida (intacta por dentro e por fora, com toda a decoração e objetos originais, diga-se de passagem, e que nos é apresentada por uma senhora que trabalhou para ele enquanto vivo), o Museu do Gonzagão, onde estão sanfonas, roupas, documentos, fotografias, prêmios e inúmeros outros itens acumulados por ele ao longo da carreira, o mausoléu onde ele e sua esposa estão descansam em paz, e também a casa simples do seu pai Januário.

Asa Branca, para quem não sabe, é o nome de um pássaro amarronzado, espécie de pombo, que possui uma mancha branca na asa, visível apenas quando ela está aberta, e que foi tema de uma famosa música sua. Não sei porque o parque adota Aza com "z", mas é assim mesmo. Digno de visitação, o Parque Aza Branca é bem cuidado e conservado, e contagia os seus visitantes com a música e a história desse grande músico, nos fazendo querer conhecer e ouvir mais. Por isso, estou ainda mais curioso para assistir filme biográfico recém-lançado no circuito comercial. De qualquer forma, foi uma honra visitar a casa do nosso eterno Rei do Baião.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Resenha gastronômica

Primeiro, a má notícia: fechou o restaurante Piracema, localizado no bairro Atrás da Banca. O local simples servia um excelente peixe e tinha, entre as suas especialidades, uma famosa linguiça de peixe, única na região e desenvolvida especialmente pela sua proprietária Cida Pescadora, que também ganhou fama ao trabalhar e elaborar o cardápio de outros estabelecimentos da região. Uma opção a menos para quem deseja sair da tradicional combinação arroz/feijão/bode/macaxeira, e que costumava ser bastante apreciada por turistas que vinham em busca de opções simples, baratas e originais.

Agora, a boa notícia: eu tive, finalmente, a oportunidade de experimentar os pratos do restaurante Favorito, aquele que ocupou o lugar o antigo Bacana na orla de Petrolina. Dessa vez o salão não estava tão cheio, o som das televisões não estava tão alto, e por isso o ruído ambiente era tolerável. Devo dizer que gostei do que vi e experimentei. Considero o estabelecimento uma ótima opção gastronômica na cidade, bastante diferenciada em relação às demais alternativas, e que certamente será valorizada por quem, como eu, busca excelência no trio ambiente/atendimento/cardápio. Os pratos são bem feitos e bem apresentados, com ingredientes de alta qualidade, e fogem do cardápio sertanejo tradicional tão explorado por aqui. Entre entradas diferenciadas e saborosas, peixes, saladas, massas e carnes, existem opções para todo tipo de demanda. O atendimento, se ainda não é perfeito, pelo menos é atento, discreto e consegue trazer todos os pratos para a mesa ao mesmo tempo, algo raro de se encontrar na região. A decoração é agradável e estimula a permanência no local, com as suas paredes quentes, a iluminação indireta, o bonito balcão de bebidas, as mesas e cadeiras de madeira, as grandes janelas de vidro e outros detalhes. Fazia tempo que Petrolina merecia um lugar assim, espero que outros estejam à caminho.

Dunas do Velho Chico Update

Depois de algum tempo sem aparecer nas Dunas do Velho Chico (Casanova-BA, ~108Km de Petrolina), eu retornei lá na semana passada. Para minha surpresa, as condições de acesso sofreram grande melhoria. Agora, o trecho de terra (~18Km) foi todo nivelado por uma máquina e, além disso, não é mais necessário estacionar o carro próximo ao lago, que antes precisava ser vencido a pé ou de barco, sem contar a caminhada de algumas centenas de metros até a represa. Uma estrada lateral foi construída um pouco antes do referido lago, e agora é possível chegar de carro até a primeira duna, praticamente na beira da represa. Apesar das vantagens óbvias, que com certeza irão aumentar a freqüência ao local, espero que o mesmo consiga se preservar limpo e acolhedor para quem procura paz e contato com a natureza.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

How far?

Outro lado do mundo? Não, aqui pertinho mesmo, na Ilha do Massangano. Final da tarde de ontem.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Alheia

Quando não se tem muito sobre o que falar, qualquer assunto rende além da conta. É o caso, por exemplo, dessa estátua de Iara (ou Mãe D´Agua, ou Iemanjá, como dizem alguns, ou apenas uma sereia para mim) que agora habita o leito do Velho Chico, mais próxima da orla de Petrolina. Tendo sido encomendada pelo prefeito dessa cidade, ela tem sido alvo de todo o tipo de polêmica em meios de comunicação e redes sociais: do suposto desrespeito à Igreja Católica até suspeitas de pagamento de promessa pessoal do prefeito com o dinheiro público, passando promoção partidária, uma vez que a cor da mesma lembra (?) a cor da coligação da situação que disputa a reeleição. Com tanta discussão e desdobramentos, já se falou até em retirar a jovem senhora do rio. Mas o fato é que, quando foi inaugurada a estátua da Bíblia na entrada da cidade, nada disso aconteceu. Alheia a tudo, ela continua com seu banho de sol diário sem se preocupar em olhar nem para Petrolina, nem para Juazeiro.

sábado, 29 de setembro de 2012

Haja paciência

O que significa, afinal de contas, ser político em véspera de eleição? Pelo menos aqui onde estou, e pelo que eu vejo, significa fazer parte de um minúsculo grupo, um bando de endinheirados que contratam bandos de miseráveis para se vestir de palhaços nas ruas e promover a poluição sonora e visual da cidade em níveis jamais imaginados. No que se refere à pobreza de espírito, estupidez generalizada e falta de respeito à inteligência dos eleitores, parece que a missão é desempenhada pelos próprios políticos, sem terceirização. Espero que a cidade sobreviva a tudo isso. Não apenas antes mas, principalmente, depois das eleições.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Atrapalhando o caminho

Pode ser coincidência, mas desde abril de 2008, quando eu me mudei para cá, eu nunca vi uma árvore sendo plantada na cidade. Em compensação, eu sempre vejo árvores sendo derrubadas. Em frente ao prédio onde eu moro, por exemplo, eliminaram todas as quatro, uma de cada vez, de forma espaçada e sem ninguém perceber. A última vítima foi esquartejada e subtraída nesse último final de semana. Numa cidade onde a aridez, o calor e a falta de sombra nas calçadas são grandes problemas, as árvores poderiam desempenhar um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes, mas isso não parece ter importância para ninguém. Será que pelo menos algum desses políticos que vem infernizando as nossas vidas com as suas algazarras e arruaças diárias possui alguma proposta para mudar essa situação?

Auto do Salão do Automóvel

Fica em cartaz até o próximo dia 21/10, no teatro Hermilo Borba Filho em Recife, a peça "Auto do Salão do Automóvel" de Osman Lins. Mais informações no site do G1. A produção, parte de uma trilogia que pesquisa e recupera a história do teatro pernambucano, é da minha amiga Stella Maris Saldanha, que também atua na peça. A fotografia que ilustra a matéria publicada é minha.

P.S. A temporada foi prorrogada até o próximo dia 28/10. A matéria que saiu na Revista Continente de outubro traz mais informações sobre a peça, e é ilustrada com fotos de minha autoria. A versão online (reduzida) está disponível aqui.