domingo, 15 de julho de 2012

Bye Bacana, hi Favorito

Depois de um bom tempo fechado para reformas, retornei nesse último final de semana ao local onde funcionava o Bacana, e onde agora se encontra o Favorito, na orla de Petrolina. Nas mãos de um novo proprietário, nada do que o antigo e saudoso Bacana oferecia: mesas na calçada, ambiente tranquilo, boa cerveja e salgados, ótima sopa, pratos honestos. Local ideal para encontrar os amigos ou para tomar uma cerveja sossegado. Mais moderno e "chique", o Favorito é um destino para famílias barulhentas, mais ou menos como se vê nessas grandes churrascarias que a gente encontra nas cidades grandes. O ambiente é simplesmente ensurdecedor, daqueles que te fazem sentir um grande alívio quando se consegue botar a cabeça prá fora. Impossível manter uma conversa lá dentro, com quem quer que seja. Para piorar, televisões de tela plana decoram as paredes. Algo que eu nunca entendi: se é para ver TV, por que sair de casa então? O serviço ainda deixa muito a desejar, mas pelo menos a caipirosca estava no ponto. De qualquer forma, não justifica passar por tudo isso novamente. Uma pena.

Virando picolé em 3... 2... 1...

Chego em Curitiba onde a temperatura é de 5ºC. Entro no quarto do hotel batendo os dentes, ligo o aquecedor e peço uma pizza para o jantar. O entregador chega, eu abro a porta, ele me entrega a redonda e cai na gargalhada: "Você não é daqui! Com um calor desses aí dentro, deve ter vindo de muito longe mesmo!!" Vero... mal sabe ele... =)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O maior cientista de matemática do globo da Terra da atualidade


41ª Jecana do Capim

Maior corrida de jegues do norte e nordeste, ela foi realizada no último de 10 de junho no povoado do Capim, zona rural de Petrolina. Algumas fotos desse dia estão disponíveis aqui.

A primeira vez a gente nunca esquece

No penúltimo domingo eu sofri um acidente. Bati forte com a cabeça no chão, quebrei um dedo da mão, desmaiei e perdi a visão temporariamente. Fui levado para o Hospital de Traumas, supostamente o mais moderno e preparado para esse tipo de situação na cidade, e tive a minha primeira experiência hospitalar na região. Nada gratificante, diga-se de passagem.

Cheguei com a pressão muito baixa, tremendo, com muita dor, com frio e sem camisa. Fui atendido por uma enfermeira que queria me aplicar soro, e para isso me espetou pelo menos umas 30 vezes, nos dois braços. Alegando que ela não conseguia encontrar a minha veia, eu me senti o próprio boneco de vodu nas mãos dela.

Depois veio o atendimento no setor de ortopedia. O trauma na cabeça foi totalmente ignorado por médicos e enfermeiras, que só se importaram mesmo com o meu dedo. O médico que me atendeu olhava para o alto, para baixo e para os lados, mas nunca para mim. Ele só abria a boca para falar sobre as farras do final de semana com os colegas do lado e contar piadas. Feito o raio-X, num setor abarrotado de gente, não recebi diagnóstico nem orientação sobre o tratamento. Levei umas picadas na mão (anestesia) e depois gritei feito um porco quando puxaram meu dedo para colocá-lo no lugar. Me mandaram embora com uma receita de medicamentos e a recomendação para voltar depois de uma semana. Um dos meus raios-X se perdeu na mesa do médico.

Hoje fiz o retorno. Horas de espera, salas lotadas, gente pelos corredores e a mesma má vontade de antes. No setor do raio-X um grupo de atendentes, técnicos e pacientes olhavam para os mesmos contra a luz do teto para decidir qual era de quem. De volta ao médico, descobri que ele tinha saído para o almoço e não havia ninguém para dar informação sobre o retorno. Consegui localizá-lo num corredor e perguntei que horas ele iria voltar a atender e como isso seria feito, já que havia uma multidão em frente à porta da sala de ortopedia. Ele nem virou o rosto para mim, apenas seguiu em frente e disse que seria necessário esperar. Entrou e trancou a porta, junto com um colega.

Joguei tudo por baixo da porta dele e fiz o que deveria ter feito desde o início: atravessei a rua e fui procurar um médico particular. Moral da história: diagnósticos divergentes, medicação desnecessária e fisioterapia urgente. Por sorte fui impelido para essa providência final. Nunca na minha vida eu tinha passado por um atendimento hospitalar tão desumano.  Na próxima vez eu vou direto para o aeroporto.