sábado, 31 de maio de 2008

Vida cultural

Uma rápida passada de olhos nos cartazes afixados nas ruas da cidade revela as próximas atrações:

  • Léo Magalhães (alguém conhece?)
  • Pastor Silas Malafaia (com Jairinho e Eyshila)
  • São João do Pernalonga
  • Alcymar Monteiro
  • Tayrone Cigano (o rei do "arrocha romântico")

Estão aí as opções do momento, agora é só escolher e aproveitar.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Genésio

- Alô?
- Pois não.
- É de 3861.0555?
- Sim, pois não...
- Eu queria falar com o Genésio.
- Hum... aqui não tem nenhum Genésio...
- Não tem Genésio?
- Não tem.
- Genésio... ? Genésio???
- ...
- Genésio!!
- Quer saber? Vá prá P.Q.P.!! E leve o Genésio junto!
- ...

Thanks to rai (also known as oi, ex-telesea)

Engraçadinhos de plantão: esse assunto é sério, ok?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Limão azedo

Vejam também:

http://jornaldolimaoazedo.blogspot.com/

É o blog do Leo.

Inter-estadual

Já que os meus apelos por companhia no feriado de Corpus Christi não produziram resultado, eu vou tentar começar a campanha do próximo feriado mais cedo.

Junho é mês de São João e, para quem não sabe o que é o São João nessas bandas, eu aviso logo que se trata de uma festa comparável, em termos de grandiosidade e impacto social, ao próprio Carnaval.

Portanto, as inscrições estão novamente abertas. Por favor, não me deixem de novo em casa, trabalhando e estudando durante os 4 dias do feriadão.

E para quem já está ficando desconfiado dessa profusão de feriados, eu posso esclarecer a questão rapidamente. Como se trata de uma instituição federal "regional" (parece que é a primeira do Brasil com essa característica), e não vinculada a algum estado ou cidade, a Universidade Federal do Vale do São Francisco abrange, por enquanto, 3 cidades em 3 estados diferentes (Pernambuco, Piauí e Bahia).

Conseqüência? Qualquer feriado em qualquer uma dessas 3 cidades ou desses 3 estados resulta numa paralisação completa da universidade. Tem a padroeira de lá, a padroeira de cá, e assim por diante. O Corpus Christi, por exemplo, é feriado na Bahia, e não em Pernambuco. Já o São João é o contrário. Na dúvida, paramos em todos eles.

Deve ser o sonho de muita gente. Deve ter alguma vantagem também, em ser uma instituição multi-estadual. Mas, sem dúvida, por enquanto a característica mais marcante dessa "novidade" ainda me parece ser a questão dos feriados. A conferir.

Eu só imagino se um dia criarem a Universidade Federal do Brasil, com abrangência nacional. Acho que não vai ter dia letivo sobrando nem para ministrar a aula inaugural...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Buemba buemba!

Deu no noticiário da TV: temperatura esfria e lojistas, felizes, vendem todo seu estoque de malhas, casacos e botas. Não adianta procurar que não tem mais. É o inverno assolando o sertão...

Não vejo a hora de ir dar uma volta no calçadão (orla) qualquer hora dessas, de short e camiseta, e me deparar com essas figuras encapotadas que devem parecer verdadeiros ETs invadindo Petroland. Vou me divertir um bocado.

Eu, da minha parte, estou pensando em reduzir a velocidade do meu ventilador noturno de 3 para 2, e, naturalmente, quando o inverno rigoroso chegar de vez, usar uma camiseta ou um lençol para dormir. Bem entendido: um OU o outro.

O noticiário daqui é sempre muito esclarecedor. Outro dia, por exemplo, eu vi na TV uma outra entrevista em que um produtor de frutas confirmava, descaradamente, aquilo que eu já suspeitava: como a safra desse ano não foi boa, e o produto não atingiu a qualidada mínima para exportação, então a mercadoria está sendo escoada no mercado local.

Ou seja: se a safra é boa, ninguém daqui consegue ver. Se é ruim, pode levar à vontade. Please! Alguém pode me mandar um melão, um abacaxi, umas uvas e uma boa manga aí de São Paulo? As botas e os casacos podem ficar aí mesmo. Eu trouxe as minhas para cá.

domingo, 18 de maio de 2008

Driving in Petroland

A companhia de trânsito de Petrolina vai fazer campanha para educar os pedestres da cidade, pedindo que eles respeitem os motoristas. É isso mesmo. Após inúmeras campanhas voltadas apenas para os motoristas, agora é consenso que os pedestres é que precisam receber educação de trânsito, em prol do bem estar geral. Mas o problema não é exatamente falta de educação, e sim excesso de confiança.

Eu bem que já havia notado algumas coisas estranhas. Por exemplo, o risco de se atropelar um pedestre por aqui é altíssimo. O motivo? É que eles são tão confiantes na "educação" dos motoristas, que ninguém pára para olhar dos lados antes de atravessar uma rua. Eles se jogam, destemidos, do meio-fio para o asfalto, bem na sua frente, e você que se vire. Até parece Europa ou EUA, mas aqui a coisa chegou num ponto que está merecendo a atenção das autoridades.

Eu mesmo achava que, tendo saído da era dos carros de boi, talvez os pedestres daqui ainda não tivessem atentado para o perigo que um automóvel pode representar. Mas que nada. Foi detectado que essa atitude decorre mesmo é do excesso de confiança dos pedestres nas campanhas anteriores voltadas apenas aos motoristas, e pedindo, naturalmente, cuidado com os pedestres.

Por outro lado, falta campanha para que o motorista respeite o seu semelhante. Outro dia, depois de 30 minutos andando em passo de tartaruga, esperando a minha vez para subir na ponte, um nativo encostou do meu lado e, todo alegre, com o polegar voltado para cima, pediu para entrar na minha frente, furando a fila. Eu falei que não, é claro, e mandei ele ir para o final da fila como tudo mundo. Resultado: ele me chamou de mal-educado, me falou um bocado de palavrões e, naturalmente, ainda jogou o carro na minha frente quase provocando um acidente. Acidentes desse tipo, aliás, eu soube que são bem comuns por aqui. Cabra-macho is another thing.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Feriadão à vista

Semana que vem, mais quatro dias... =(

Ninguém aí se anima a aparecer por essas bandas e fazer companhia para um paulista em Petrolina?

Prometo que eu levo prá comer bode no Bodódromo (leiam o comentário do Ari sobre o assunto, no post "Ameno", é muito esclarecedor), prá fazer compras no River Shopping, prá andar de barquinho no San Francisco River e prá fazer um city-tour em Juazeiro. Prá missa eu não levo, mas também não preciso levar. É só estar dentro de casa na hora em que ela começar.

As inscrições estão abertas. Candidatos(as)?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Rotina

De dia: acordar e tomar café da manhã assistindo a Ana Maria Braga. Trabalhar dando aulas ou participando de reuniões. De noite: comer alguma coisa em casa, ver o Jornal Nacional, fazer ginástica, estudar, ver algum seriado do DVD (Hawaii 5.0, Intocáveis, Sete Palmos ou Família Adams), ler um livro e dormir. Já ia esquecendo: quando o telefone toca, conversar com alguém. Nos feriados e finais de semana, os programas da noite ocupam dia e noite.

Vida pacata

Quanto tempo você leva para percorrer um trecho de 3,5Km de carro? Aqui eu levo quase uma hora e meia, e essa é a distância que separa minha casa do meu trabalho. Tudo por causa da ponte que separa essas duas princesas do sertão, Petrolina e Juazeiro. Ponte velha, mal conservada, e agora em obras, provavelmente construída numa época em que não mais do que uns carros de boi iam de um lado para o outro de vez em quando. Hoje o trânsito é intenso, especialmente de caminhões, e o resultado é esse. Tudo parado. Filas intermináveis. Prá nenhum paulista sentir saudades de casa.

É claro que fora do horário do "rush" a coisa não é tão ruim assim. Nesses horários em vou em 5 minutos. Só que o "rush" aqui vai das 7:00 às 10:00hs e das 17:00 às 20:00hs. Resultado: invente algo para fazer e fique até mais tarde no trabalho diariamente. Só não ligue o rádio do carro para ouvir música ou as últimas notícias do mundo enquanto você espera chegar a sua vez no trânsito. Pode ser que, quando quando ela chegar, você resolva parar o carro e se jogar de cima da ponte, com carro e tudo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ameno

Ouvi dizer que o diabo, quando está transportando as pessoas para o inferno, costuma fazer uma escala em Petrolina. É para as pessoas irem se acostumando com o clima...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Povo musical

Aqui, como em Recife, as pessoas tem som no carro não para si próprias, mas sim para os outros. É incrível a quantidade de carros que são trios elétricos ambulantes. São carros "normais", mas que, quando abrem o porta-malas, deixam à mostra poderosas caixas de som que, voltadas para fora, exalam "música" da pior espécie possível, em volumes insuportáveis.

Como são ambulantes, esses "disc-jóqueis" podem estacionar em qualquer lugar, e infernizar a vida das pessoas ao redor delas com a maior facilidade. Ou então simplesmente ficar dando voltas no quarteirão e assim obter o mesmo resultado. Ouvir música deixou de ser o barato. O barato agora é incomodar os outros, e quanto mais melhor.

Placas

Além da sinalização normal de ruas, bairros e lugares mais importantes, como escolas e hospitais, a cidade é repleta de placas para lugares mais distantes. Indicações sobre chegar em Recife, Salvador, Fortaleza e Teresina estão em todo lugar. Dá até a impressão que se você dobrar uma esquina ou for até o final de uma avenida você chega num lugar desses. Talvez até chegue, mas depois de rodar algo entre 500 e 800 Km...

sábado, 3 de maio de 2008

Feriadão

Novos progressos: já liguei a TV e matei saudades do William Bonner e da Fátima Bernardes. Já tenho uma cama para dormir. Já consigo deixar alguma coisa na geladeira. Comprei meu primeiro pé de alface. Ainda faltam o fogão, o microondas, a lavadora de roupas, o som, a Internet etc.

Quatro dias de feriado e quatro dias de uma rotina invariável: arrastar e abrir caixas, empurrar coisas pela casa, trabalhar no computador, ver TV (fica ligada na Globo o tempo todo, a única que pega, assim pelo menos eu me sinto "acompanhado"), assitir DVDs, fazer exercícios (sim, fiz da minha varanda a minha academia), ler, comer e dormir. Só falta encontrar gente pela frente. Pelo que vi, não vou poder contar muito com o pessoal da universidade, que são todos novos e recém-casados com filhos pequenos. Quando chega no final de semana ou num feriadão, cada um vai para a sua toca e lá fica.

O "shopping" fica cheio de gente, mas a maioria de adolescentes. De noite até que se ouve falar num forró aqui, um baile ali etc, mas confesso que ainda não me animei. Alguém quer ir conhecer comigo?

P.S. No shopping tem um restaurante que serve uma apetitosa "sopa de bode". Ideal para tormar depois de um forró, antes de ir dormir...