terça-feira, 29 de março de 2011

Mudanças

Assim como as pessoas, nenhuma cidade acorda de manhã e diz: "- Eu mudei". No entanto, assim como as pessoas, elas também estampam pequenas e sutis mudanças, muitas vezes imperceptíveis para o observador mais atento, mas que, acumuladas depois de um certo tempo, trazem a evidência incontestável de que alguma transformação mais profunda está em curso.

A Petrolina que eu vejo hoje é diferente da que eu conheci há exatos três anos, quando eu aqui aportei de mala e cuia. Os sinais dessa mudança são vários, que posso resumir através de alguns exemplos: os novos e sofisticados espaços gastronômicos (as repaginações do Kani, do Capivara, do Maria do Peixe e do Maria Bonita e os novos Empório 845 e Solar da Praça), as novas concessionárias de automóveis (inclusive de carros importados), os novos cinemas que serão inaugurados em breve no shopping center, a nova academia de ginástica e os novos espaços para se fazer Pilates, o novo hotel Íbis, a nova Lojas Americanas (em Juazeiro, mas dá no mesmo) e, finalmente, a maior freqüência de vôos e variedade de destinos dos aviões que atendem Petrolina.

Não são mudanças corriqueiras, muito menos independentes. Se a oferta de produtos e serviços está se diversificando na região, é porque existe um público consumidor novo, maior e mais exigente, que está atraindo a atenção dos empresários desses e de vários outros setores da economia. E quem é e de onde vem esse público?

IMHO ("In my humble opinion", ou "em minha humilde opinião", como dizem os americanos), o ator principal por trás disso tudo é a UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco). Desde que começou a funcionar, há cinco anos, ela tem atraído estudantes, professores e técnicos do país inteiro para a região. São cinco anos de movimentações silenciosas que introduzem e mesclam novas culturas e novos perfis de consumo aos já existentes na região, e que acabam resultando nas transformações acima citadas. Muitas outras virão, e com elas a certeza de que o futuro promete ser generoso com Petrolina e região.

Não conheço bem a história de Campina Grande (PB), mas já ouvi dizer que a cidade passou por grandes transformações exatamente a partir do momento em que o campus da UFPB tornou-se independente com o nome de UFCG. Por isso, creio que algo semelhante esteja acontecendo em Petrolina e região, e antevejo para ela mudanças muito mais significativas e duradouras do que aquelas que foram introduzidas pela fruticultura irrigada no passado. Apesar de ter sido responsável pela transformação da cidade num pólo econômico regional, a fruticultura é concentradora de renda e não contribui para o surgimento e consolidação de uma classe média local com maior renda e, conseqüentemente, maior poder de consumo. Esse, agora, está sendo justamente o papel que a UNIVASF está desempenhando na região, entre vários outros que poderiam ser relacionados.

domingo, 27 de março de 2011

Exposição “A eternização dos instantes” no Museu do Sertão


'Entre os dias 21 deste mês até 16 de abril, os visitantes do Museu do Sertão serão privilegiados com a exposição “A eternização dos instantes”. Essa é uma iniciativa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), por meio da Assessoria de Cultura da Universidade Federal do Vale do São Francisco (ASCULT) que contará com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Cultura e Eventos (Sedectur) de Petrolina, inserida no Programa Clube da Cultura e Sesc Petrolina.

A temática da dinâmica da vida está em pauta na exposição “A eternização dos instantes”, incluindo a mostra “Olhar sobre os espaços”, através das imagens dos artistas Marcus Ramos, Sérgio Motta e Euriclésio Sodré. Segundo o organizador das exposições, Afonso Henrique Menezes, o ato de ver é criar sempre algo a mais do que a foto reproduz. Afonso acrescentou ainda que essa mostra faz parte do projeto “Intervenções Urbanas”, da UNIVASF, que pretende contemplar diversas manifestações artísticas dentro da cidade.

Por mês, mais de 1.000 pessoas visitam o Museu do Sertão. Em 2010, foram mais de 12.755 visitas incluindo turistas de outros estados e países. Para Roberta Duarte, Diretora de Cultura, os museus estão recebendo um novo conceito no setor de cultura, sendo vistos, hoje, como um centro cultural. “A visão antiga de local para abrigo de coisas velhas é modificada para um espaço dinâmico que contempla atividades culturais, dentre elas, exposições de artes visuais, tais como estamos oferecendo neste momento em parceira com a Univasf, através da Assessoria de Cultura”, afirmou.

Museu do Sertão
Rua Esmelinda Brandão, s/n, Centro, Petrolina.
Horário de funcionamento: Seg a Sex – 9h às 17h30 / Sáb e Dom – 8h às 17h30
Tel.: (87) 3862-1943 (Para agendamento de escolas)'

Texto de Jaquelyne Costa
Assessoria de Comunicação
Prefeitura Municipal de Petrolina

Edésio e Mariene

Aconteceu ontem, com alguns meses de atraso, a edição 2010 do Festival Nacional da Canção Edésio Santos. Promovido pela prefeitura de Juazeiro, o festival oferece prêmios em dinheiro para as melhores composições originais e também para a melhor interpretação de canções brasileiras. Competidores do Brasil inteiro se inscreveram e as eliminatórios aconteceram nos dias 24 e 25 de março. Ontem, dia 26, foi a noite da grande final. O teatro de arena do Centro Cultural João Gilberto estava completamente lotado, até mais do que na edição 2009, apesar da divulgação praticamente nula nos meios de comunicação. Os 10 finalistas se apresentaram em clima de grande torcida e emoção e o grande vencedor não é nenhum desconhecido, mas o já citado anteriormente aqui nesse blog, o compositor e intérprete petrolinense Zé Manoel.

Depois das apresentações, a noite, o palco e a platéia foram dominados pela cantora baiana Mariene de Castro. Eu, que não a conhecia (nem de nome), fiquei impressionado com os talentos da moça. Carismática, dona de uma belíssima voz, intérprete de um repertório de primeiríssima linha (basicamente sambas) e com uma presença de palco poucas vezes vista em outros artistas, Mariene de Castro, ostenta, ainda por cima, uma rara beleza, um sorriso de derreter qualquer audiência e uma simpatia contagiantes, e é um nome para ser lembrado e acompanhado de perto, pois já se qualifica com um dos grandes nomes da nossa MPB. Depois eu soube que alguns críticos de música já andaram se referindo a ela com a nossa nova Clara Nunes. Pelo que eu vi ontem, não tenho dúvidas de que ela possui todas as credenciais.

Desnecessário dizer que a animação da platéia, que dançou e cantou junto com ela, durou de forma incondicional até o último minuto do show. Só então, quase lá pelas três da manhã, é que todos voltaram para casa, de alma lavada e espírito musical elevado. E eu, que não resisto a um belo sorriso e boas expressões carregadas de emoção, especialmente num palco bem iluminado, também só larguei a máquina fotográfica depois que a banda deu o seu último acorde. Valeu a noite, tanto musicalmente quanto fotograficamente.

sábado, 12 de março de 2011

Bom demais, bom demais!

Foi tudo de bom e muito mais. Galo da Madrugada, Enquanto Isso na Sala de Justiça, Eu Acho é Pouco, Mulher na Vara, O Pinguço, Odair José, Felipe Cordeiro, Bloco da Saudade, A Cabra Alada, Bar Royal e Cinza das Horas foram apenas os pontos altos de cinco dias de puro prazer, do mais elevado deleite, das melhores emoções e da mais profunda alegria. Olinda e Recife deram mais uma vez um show de cultura, de animação e de profissionalismo. Sorte de quem, como eu, teve o privilégio de poder desfrutar do melhor Carnaval do mundo, num clima de total organização e segurança e na companhia dos amigos queridos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Não tem preço

Cumprimentar pessoalmente o Hermeto Pascoal, de quem eu sou fã incondicional e de carteirinha há cerca de 35 anos, na véspera no Carnaval no bairro do Recife Antigo. Ao fundo uma outra figura, igualmente querida e carismática, e de quem eu também sou super fã desde a mesma época - Arnaldo Saldanha Júnior, meu amigo "Negão".

sexta-feira, 4 de março de 2011

Rua da Aurora

No centro do Recife, a rua Aurora tem, entre outras atrações, casarões antigos, a orla do rio Capibaribe e o Ginásio Pernambucano. Mas a lista é extensa e não pára por aí. As fotos acima foram tiradas enquanto eu aguardava o início de uma reunião nas imediações.