quinta-feira, 29 de março de 2012

A Linha

Tendo funcionado entre o final do século XIX e meados do século XX, a estrada de ferro que ligava Juazeiro à Salvador teve grande importância econômica e social para a região. Ela foi agente transformadora na medida em que permitia um escoamento mais rápido dos produtos produzidos no Vale do São Francisco para o litoral, agilizava o transporte de passageiros em ambos os sentidos e contribuía de diversas formas para o desenvolvimento econômico do trecho. Hoje só se vêem vestígios da mesma, e as novas gerações pouco conhecem sobre o papel desempenhado por ela no passado, e os seus reflexos nos dias atuais.

Por isso, o trabalho de conclusão de curso produzido por Ilana Copque, do curso de Comunicação Social da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) se reveste de grande importância. Ao resgatar não apenas a história da ferrovia, mas também as memórias de vários de seus personagens, o livro abraça - e vence - o desafio de contar uma história sobre a qual existe pouquíssimo material disponível. Fruto de uma pesquisa exaustiva e detalhada, o livro é um registro fotográfico que conta essa história, especialmente aquela ocorrida no trecho final da ferrovia, no município de Juazeiro. Além das fotos, um texto bem narrado prende o leitor nos detalhes e nas curiosidades desse enredo.

Trabalho primoroso de uma agora não apenas jornalista, mas também fotográfa, pesquisadora, artista e contadora de histórias, o volume honra e preserva a memória da região, abre portas para novas pesquisas, e enche os olhos dos leitores com um trabalho artístico de primeira qualidade, digno de ser publicado pelas melhores editoras. Eu, como membro da banca examinadora, me senti orgulhoso em participar da sua avaliação. Parabéns, Ilana.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Amor labore omnia vincit

O amor e o trabalho tudo conquistam. Pintados na parte superior do prédio da agência central dos correios de Juazeiro, a frase e o brasão, com o barco, a carranca, o rio e as estrelas do céu, sugerem que os mesmos sejam elementos oficiais da identidade visual do município. Isso, entretanto, infelizmente não pode ser confirmado nem no site da prefeitura, nem em outros sites não-oficiais sobre a cidade. Também não entendi o chapéu (?) vermelho e a cana-de-açúcar (?), mas deve haver algum significado associado. Resta torcer para essa memória não se perder, pois a tinta original já não dá tantos sinais de vitalidade (não é o caso da imagem acima, que foi retocada para valorizar o símbolo).

terça-feira, 27 de março de 2012

Back to Pindobaçú

De novo em Pindobaçú, a caminho da Cachoeira dos Payayás, com tempo para fazer uns cliques na praça central da cidade no final da tarde do domingo. No sábado, uma noite mal dormida no Hotel Valmont foi o resultado de uma banda de um único músico que tocou em volume absurdamente alto na porta do hotel até altas horas da madrugada. Nem a gerência do hotel nem a Polícia Militar local foram capazes de tomar qualquer providência a respeito. A PM, inclusive, quando contactada, alegou que "afinal de contas, as pessoas tem o direito de se divertir". E o cidadão que paga imposto, pelo visto, não tem o direito de dormir, pelo menos em Pindobaçú.

Tourist Information 28 - Cachoeira dos Payayás

Passados pouco mais de seis meses (veja postagem anterior), eu tive o privilégio de retornar à Cachoeira dos Payayás, situada no município de Saúde (BA), distante cerca de 200Km de Petrolina. Dessa vez eu fui com o grupo das Jornadas Fotográficas do Vale do São Francisco, que desfrutou, assim como eu, de toda a beleza do local, apesar da pouca água na cachoeira e do baixo nível da lagoa e do rio, por causa da estiagem. Para garantir o bom aproveitamento do dia, fomos na tarde do dia anterior (sábado), dormimos em Pindobaçú (distante cerca de 22Km de Saúde) e partimos no domingo bem cedo em direção à cachoeira à bordo de um microônibus com dois guias, que sofreu para vencer a estradinha de terra e as 16 porteiras situadas no caminho. Muitas fotos, um delicioso banho nas águas geladas da lagoa e os olhos repletos de paisagens que lembram verdadeiros quadros, assim foi o dia por aquelas bandas.

domingo, 25 de março de 2012

Novos tempos

Tradição e modernidade nos muros das casas de Petrolina.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Retrato

Lorena Santiago é estudante de jornalismo da UNEB em Juazeiro e participante ativa do grupo Jornadas Fotográficas. Recentemente ela fez um trabalho para uma das disciplinas do seu curso, o qual consistiu num perfil sobre mim, com episódios da minha via pessoal e profissional. Num texto leve e de leitura agradável, Lorena faz um retrato - dessa vez sem usar a máquina fotográfica - que para mim é motivo de muito orgulho e alegria. O texto, também publicado na Internet, está disponível para leitura aqui. Muito obrigado, Lorena!

P.S. Vou ficar devendo o crédito da foto acima, usada para ilustrar o trabalho, mas assim que eu descobrir eu faço o registro aqui.

São Paulo

Na avenida Paulista, a retirada temporária da inscrição "McDonald´s" ajudou na composição. No teto do Teatro Municipal, as estátuas celebram o dia ensolarado e movimentado no centro da cidade. Ambas no mês passado.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Moradores de rua

Mais uma seleção de grafites encontrados nas ruas de São Paulo (centro e Vila Madalena), feita no último mês de fevereiro.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Downtown Augusta

Eu gosto muito de caminhar a pé quando estou em São Paulo. Em especial, pelo centro da cidade. As fotos acima foram feitas na tradicional rua Augusta, durante uma dessas caminhadas numa tarde ensolarada do último mês de fevereiro. Suba comigo a rua, desde a praça Franklin Roosevelt até a avenida Paulista, e descubra mais sobre a decoração e os principais points que agitam a cena do lugar, incluindo alguns bem inusitados ou famosos.