sábado, 28 de maio de 2011

Carnaval para quem precisa

Está com saudades do carnaval 2011? Está contando os dias para o carnaval 2012? Pois pode parar de sofrer e se sentir angustiado por causa disso. Venha para Juazeiro e seja feliz. Começou ontem e termina apenas no próximo domingo o carnaval 2011, que aqui é sempre comemorado nessa época do ano. Entre outras coisas, você tem a garantia de quatro noites repletas de trios elétricos tocando o pior som que existe na face da Terra, no último volume. Garantia, também, de quatro noite mal-dormidas e transtornos no trânsito durante o dia. De qualquer maneira, serve como aquecimento para o São João que se aproxima, quando tudo vai estar de pernas para ar por outros sete dias consecutivos. Venha para a Bahia e seja feliz!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ô Maria!! Tu que fizeste esta obra??

Qual é o sentido de ampliar de duas para quatro pistas a largura de uma ponte, se, depois que ela acaba, numa das extremidades, ela volta a ter apenas duas? Nenhum, é claro, mas é exatamente isso o que está acontecendo na ponte Presidente Dutra, que liga os estados de Pernambuco e Bahia sobre o rio São Francisco, nas cidades de Petrolina e Juazeiro, uma das mais importantes conexões rodoviárias entre o sul e o interior do nordeste. Essa obra, que já dura mais de 10 anos, tem provocado congestionamentos gigantescos no acesso em ambas as cidades. Quando eu cheguei aqui, em 2008, era o lado de Petrolina que estava em obras. Um inferno para os motoristas, mas não havia outro jeito. Chegava-se a demorar quase duas horas para fazer a travessia de pouco mais de um quilômetro. No entanto, essa parte da obra ficou pronta e ficou bem feita. Inclusive, é importante dizer, foi feita a adequação das vias de acesso à ponte no lado de Petrolina, de forma a escoar com facilidade o tráfego da ponte ampliada. Depois a obra parou e a ponte continuou com apenas duas pistas já na proximidade de Juazeiro.

Agora, em 2011, essa parte da duplicação foi retomada e o inferno voltou a assombrar os motoristas. Só que, dessa vez, o sacrifício não está sendo pela solução definitiva do problema. Pois senão, vejam só: o motorista que vem todo animado de Petrolina, entra na ponte de quatro pistas e, quando chega no final dela, na entrada de Juazeiro, descobre que ali terminam duas das quatro pistas. Cadê as outras duas? Sei lá, o gato comeu... Da orla de Juazeiro para dentro da área urbana, nada está sendo feito para escoar o tráfego dobrado que vai estar chegando na cidade. Ou seja: essa obra gigantesca, caríssima e de grande duração, que tem causado tanta dor de cabeça à tanta gente, vai servir apenas para criar um ponto de congestionamento justamente no acesso à cidade baiana, em cima da ponte. Petrolina fez o dever de casa, Juazeiro não. Juazeiro deveria, isso sim, ter feito uma adequação da malha viária urbana na entrada da cidade, de forma a garantir a fluidez do tráfego que vai ser gerado com a nova ponte. Mas quando cinco governos (federal, dois estaduais e dois municipais) estão envolvidos num projeto desse tipo, é difícil que todos concordem sobre o que fazer, como fazer e quando fazer. Talvez ainda o façam, mas isso vai demorar quanto tempo mais? Outros dez anos? É o que parece para quem olha de fora. Os patrícios que me desculpem, mas tudo isso parece mesmo história de além-mar...

P.S. Depois que as quatro pistas da ponte se transformam em duas, na chegada à Juazeiro, são ainda 300 metros até chegar na primeira saída que dá acesso à cidade. Mais do que o suficiente, portanto, para criar os problemas acima citados.