domingo, 30 de novembro de 2008

Novas respostas


Novas respostas para antigas perguntas:
  • Por quantos segundos você consegue encarar a barra de chocolate na sua mão, antes que ela escorra em forma líquida pelo seu braço adentro?

  • Por quantos minutos você consegue manter aquela sensação de frescor depois de um banho de água fria?

  • Quanto tempo dura um sorvete de palitinho em temperatura ambiente, antes de ele se desintegrar na sua mão?

  • Por quantos metros você consegue conduzir o carro sem encostar no volante, depois de deixá-lo estacionado no sol por alguns instantes?

  • Quantos litros de água você precisa beber por dia?

  • Quantos minutos demora prá uma cueca secar no varal?

  • Quantos pijamas você precisa ter na gaveta?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Twin Peaks

A pergunta que não quer calar: por quê Twin Peaks, que é 10 vezes menor do que Petrolina e Juazeiro juntas, é 100 vezes mais interessante? OK, eu sei a reposta. Mas mesmo assim...

domingo, 23 de novembro de 2008

Jingle bells

Quinze dias, entre o Natal e o Ano Novo, longe desse inferno e dessa solidão. Acho que é o maior presente que eu já terei ganhado do Papai Noel em toda a minha vida. Só torço para que no ano que vem ele seja ainda mais generoso comigo.

sábado, 22 de novembro de 2008

Country life


A poluição sonora por aqui supera de longe a de qualquer cidade grande e/ou civilizada. Desde ontem que eu só ouço gritos histéricos de crianças descontroladas, latidos descontrolados de cachorros histéricos, batucadas diversas, música "brega-romântica" brotando de lugares invisíveis, pessoas emitindo grunhidos nas ruas, ruídos distantes indistingüíveis, som alto de trios elétricos e tum-tum-tums de forró eletrônico que só os seres primitivos são capazes de emitir e tolerar. Que saudades da tranquilidade da minha São Paulo. Que saudades de morar numa cidade em que as pessoas tem respeito umas pelas outras.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Curiosidade

Alguém lê as coisas que eu escrevo nesse blog? Ou será que ele tem apenas finalidade terapêutica? Se a resposta for não para a primeira pergunta, e sim para a segunda, está valendo do mesmo jeito. Se a resposta for sim para a primeira pergunta, é claro que a resposta da segunda será não, mas apenas por causa da palavra "apenas". De qualquer forma, eu prefiriria essa segunda opção.

Apesar de não saber quem você é, pelo menos eu sei que nesse momento você está lendo. E se "nesse momento" for considerado sob outra perspectiva, quem está lendo sou eu. Portanto a resposta para a primeira pergunta é sim e eu posso ficar contente porque a segunda opção é a que está em vigor.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Luar do sertão


A lua fotografada na varanda do meu apartamento às 19:20hs do dia 13/11/2008. Clique na imagem para ampliar.

sábado, 8 de novembro de 2008

Um Piano pela Estrada

O projeto é antigo, pois eu ouço falar dele faz muito tempo, mas ele só começou de fato a acontecer em 2003. Arthur Moreira Lima, com o seu caminhão-palco, vai percorrendo o interior do Brasil, especialmente do nordeste, e com ele vai levando a sua música para os menos privilegiados e os mais carentes.

Foi na quarta-feira dessa semana, na orla de Petrolina, a vigésima apresentação de um total de trinta e uma que o pianista fará nesta terceira etapa do projeto "Um Piano pelo Brasil 2008".
O caminhão ficou atravessado na avenida da orla, a pista foi fechada para os carros, a lateral do caminhão se abriu e o palco estava montado. O Steinway foi posicionado no meio do palco, os geradores foram ligados, as luzes acesas e pronto. Uma verdadeira sala de concertos estava instalada na beira do rio São Francisco, a três quadras do meu apartamento.

No programa Mozart, Beethoven, Chopin e, como não poderia deixar de ser, em se tratando de Arthur Moreira Lima, Villa-Lobos, Nazareth, Luiz Gonzaga e Piazzola. A platéia, acomodada em cadeiras de plástico sobre o asfalto, devia estar na casa de umas 150-200 pessoas.

Um grande show e um grande artista. Fiquei emocionado pela oportunidade de vê-lo ao vivo e tão de perto, assim como por ouvir a música com que ele nos brindou. Assisti ao concerto bem de perto,quase podendo tocar o piano com as mãos, e aproveitei para levar algumas fotos desse grande e incansável homem da cultura nacional. De quebra ainda comprei um CD dele que eu não tinha, com direito a autógrafo, naturalmente.

Mas como eu fiquei sabendo que haveria esse concerto? Será que foram afixados cartazes nos muros da cidade? Será que foram espalhados outdoors nas principais ruas e avenidas? Saiu na TV? Estava na página da prefeitura na Internet? Não, amigos. Essas coisas só acontecem quando aqui se apresentam as bandas no estilo "perereca prá frente perereca prá trás". As quais são divulgadas com semanas de antecedência, diga-se de passagem.

Pois fiquei sabendo do show por acaso, quando alguém comentou de passagem a respeito na universidade. Não é um absurdo? Eu não me conformo com isso. Um evento desses, quase na porta da minha casa, e se não fosse um comentário casual eu nem teria tomado conhecimento. Como aliás, muita gente não deve ter tomado. Fui lá mais para tirar a dúvida, não achava mesmo que fosse haver o tal show.

De qualquer forma, como a própria apresentadora do concerto já antecipava, nas suas sábias palavras: "... esse concerto é levado para locais onde o acesso à cultura é limitado e a população tem pouca ou nenhuma oportunidade de presenciar algo do gênero". É isso mesmo. Vieram para o lugar certo. Só espero que ele não demore a voltar. Vida longa, muita saúde e muito sucesso para o Rei Arthur.

Fornalha ligada

O calor por aqui está IN-SU-POR-TÁ-VEL. Há cerca de uma semana que a coisa piorou, e muito. Como resultado, este pobre paulistano que aqui escreve está se sentindo nocauteado, inapetente, continuamente exausto, sem forças nem vontade para fazer nada que não seja ficar parado, de preferência na horizontal, esperando esse inferno passar.

Você se sente mal quando veste uma roupa. Quando sobe ou desce uma escada ou quando tem que andar ou dirigir debaixo do sol. Mesmo quando fica parado na sombra, sem receber sol direto. O vigor e a disposição só retornam quando se está num ambiente climatizado, ou seja, numa sala com ar-condicionado.

Fora isso, falta ar para respirar. Você faz força mas parece que o ar não entra. Também não há ar circulando. Quando há, ele circula quente, então você se sente como se estivesse na boca de uma fornalha que cospe ar em temperaturas muito altas prá fora. Usar o ventilador deixou de ser uma opção para aliviar o calor, pois ele só te joga com mais força no rosto aquilo do qual você está tentando se livrar.

Nessa época, a minha faxineira lava, seca e passa a roupa no mesmo dia. E sem usar máquina de secar, naturalmente. Eu nunca tinha visto isso antes.

Lembro-me de um episódio de Jeannie é um Gênio em que o Major Nelson é reduzido ao tamanho de um boneco e colocado amarrado num espeto giratório dentro de um forno doméstico ligado. É exatamente assim que eu me sinto. Onde está o Major Healey, para me salvar das mãos da terrível Jeannie?

Essa semana eu achei que fosse desmaiar pelo menos duas vezes. Desmaiar por não estar aguentando o calor. Eu nunca tinha experimentando essa sensação antes. E olha que eu já estive em muitos lugares muito quentes. O inferno é aqui mesmo, não tenho mais dúvida em relação à isso.

Mas, como tudo tem o seu lado bom, e eu estou continuo me esforçando para ver sempre o lado bom das coisas, eu descobri que as muriçocas (ou os pernilongos, como queiram), também não aguentam esse calor e simplesmente sumiram. Ou seja: tá tão quente, mas tão quente, que nem muriçoca, que não é besta, se arrisca a ficar por aí debaixo desse sol, procurando gente prá morder. Elas devem ter migrado para o pólo norte. Ou sul. Se eu fosse muriçoca, eu faria exatamente isso.

Então, são essas as opções que a cidade lhe oferece para você levar uma vida tranquila e saudável, com total concentração nas suas atividades diárias: um "inverno" onde você é devorado pelos insetos e, depois, um "verão" onde te negam o ar para respirar. Tudo lindo.

domingo, 2 de novembro de 2008

Tourist Information 04 - Rio Sol

A Vinibrasil é uma das principais vinícolas da região e, sem dúvida, também uma grande atração turística. Eles produzem o vinho e o espumante Rio Sol, apreciados no Brasil e em vários países do exterior, além de outras marcas menos conhecidas.

Numa área de 200 hectares ficam situadas as plantações (com videiras em diversos estágios de produção), a fábrica (com seus tonéis de aço e máquinas de todo o tipo) e a adega (onde os vinhos mais elaborados descansam em tonéis de cavalho francês).

Por se tratar de uma fazenda, há também uma comunidade que lá vive. E eles contam com casas, capela e escola para aqueles que precisam estar sempre presentes e não podem se dar ao luxo de morar na cidade mais próxima, que é Lagoa Grande. Os demais trabalhadores chegam e vão embora todo dia num ônibus da empresa que faz o trajeto fazenda-Lagoa Grande. Há também uma sede muito bonita, na margem do rio São Francisco, onde são recebidos os hóspedes e visitantes ilustres da fazenda.

Algumas fotos estão aqui: http://www.marcusramos.com.br/riosol/

Para se chegar lá, deve-se sair de Petrolina pela estrada em direção a Recife. Depois de 42Km, você passa em frente a Embrapa e, depois de mais 8Km, você chega em Lagoa Grande, município onde estão localizadas todas as principais vinícolas da região. São, portanto, 50Km de Petrolina à Lagoa Grande.

A partir de trevo de Lagoa Grande, dirija por mais 2Km em direção à Santa Maria da Boa Vista, que é o mesmo caminho para Recife. Quando encontrar uma placa indicando "Vermelhos", dobre à direita. Pronto, você está numa estrada secundária, que segue próximo à margem do rio, e onde estão localizadas, uma após a outra, as maiores vinícolas daqui.

Seguindo em frente por mais 9km, você vai encontrar uma placa com os dizeres "Vinibrasil Rio Sol". Dobre à direita, cruze o mata-burro e entre no clima de fazenda dirigindo por mais 3Km numa estradinha de terra e pedra. Mas vá devagar, pois não é uma boa idéia ter o eixo do comando de válvulas do seu carro partido bem no meio dessa estrada, como aconteceu quando estive lá com o Leo.

Ao chegar na portaria é só se identificar e, naturalmente, dizer que você tem uma visita previamente agendada. Para isso, o telefone que deve ser usado é o 87-3860.1587.

Ótimo passeio e diversão garantida a apenas 64Km de Petrolina. E não esqueça de trazer para casa umas garrafas do espumante rosé que eles produzem. Bem gelado, ele ainda vai se tornar a bebida oficial do nordeste. Delicado e refrescante, vai bem na praia, no sertão, no almoço no jantar ou no happy-hour.