sábado, 19 de fevereiro de 2011

Tourist Information 19 - Curaçá

Fazia tempo que eu queria conhecer. Fica na Bahia, distante 102Km de Juazeiro, na direção do litoral, como quem vai para Paulo Afonso. Pois hoje eu resolvi botar o carro na estrada e ir até lá para matar a vontade.

Curiosamente, Curaçá me lembrou um pouco Santa Maria da Boa Vista (distante uns 30Km de lá, porém do outro lado do rio, em Pernambuco). Com pouco mais de 30.000 habitantes, Curaçá é uma pacata e simpática cidade que, assim como Santa Maria da Boa Vista, também tem casarões antigos e bem conservados, uma bonita vista do rio, praças agradáveis e ruas largas e bem cuidadas.

Segundo eu soube, parece que nos domingos ela não é tão pacata assim. Numa das ilhas próximas acontece algum tipo de festa, e aí a coisa fica mais movimentada. Mas como eu fui num sábado, não deu para conferir. Me chamaram a atenção as cores escolhidas para decorar praças e lugares públicos: a maioria deles pintados de verde e amarelo. Patriotismo? Resquícios da Copa do Mundo? Seriam as cores da bandeira de Curaçá? Não sei, mas fiquei intrigado.

Comi um tucunaré num barzinho na beira do rio e depois sai fotografando. Para minha sorte, logo me deparei com uma casa onde acontecia um São Gonçalo, manisfestação folclórico/religiosa que eu já tinha tido oportunidade de documentar em Petrolina. Fora isso, fiz belos registros das casas antigas (diga-se de passagem, a maioria delas muito bem conservada), da igreja, do teatro municipal, e também da orla, onde a prefeitura fez uma simpática urbanização.

Um boa sugestão de passeio para um dia diferente. Mas saiba que a estrada que liga Juazeiro a Curaçá, a BA-210, não é lá essas coisas: na primeira metade do trecho existem muitas obras em andamento, algumas aparentemente até para construir o que não existia antes. Já na segunda metade os buracos dominam a cena, mais ou menos como acontece na estrada que liga Petrolina à São Raimundo Nonato. No percurso inteiro, vacas, jegues e bodes disputam o asfalto com o motorista. Mas, como o trecho é curto (dá para fazer em uma hora e meia), não é nada assustador e vale a pena ir até lá para conferir.

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