terça-feira, 28 de junho de 2011

Tourist Information 22 - Missa do Vaqueiro

Quando o dia começou estava frio e nublado. Mas não demorou para o céu abrir, o sol aparecer e, junto com ele, os vaqueiros que vinham em desfile pela cidade, desde o Forró da Espora, realizado no estádio municipal. Muitas daquelas figuras que eu havia fotografado na noite anterior estavam lá de novo, com a mesma roupa e a mesma expressão, com a diferença de que eles vieram direto da festa (o prefeito da cidade inclusive) e eu havia dormido um pouco em casa.

Todos à postos, o padre e os músicos iniciaram a celebração da 70ª Missa do Vaqueiro de Petrolina. No meio de uma nuvem de poeira que jamais se dissipava e de um calor que não perdoava ninguém, vaqueiros vindos de todas as partes e trajados com as suas roupas de couro típicas leram os seus discursos, ouviram as preces do padre, entoram os seus cantigos, pediram proteção para si, suas famílias e seus animais, manifestaram preocupação com a preservação da natureza e do meio ambiente e rezaram pelos colegas falecidos. Foi uma festa típica simples, bonita e carregada de emoção, assim como a dos anos anteriores.

De diferente mesmo só me chamou a atenção a quantidade muito menor de participantes na presente edição. Lembro-me muito bem de que, nos anos anteriores (2008 e 2010) , era praticamente impossível andar a pé pela orla, assim como circular de carro pela avenida. Vaqueiros e os seus cavalos estavam por toda parte, era necessário mesmo fazer um esforço para trocar de lugar. Nesse ano o espaço só estava concorrido mesmo nas proximidades do palco, fora isso podia-se circular à vontade. Fiquei intrigado, o que será que aconteceu?

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