quarta-feira, 30 de abril de 2008

Lar doce lar

Quarto 1:
Quarto 2:
Quarto 3: Sala: Cozinha:

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Sites

Meu novo site:
http://www.univasf.edu.br/~marcus.ramos/

O de fotografia continua, é claro. Repaginado e com muitas novidades:
http://www.marcusramos.com/

By the river

Clique para ampliar:

Graças ao Google Earth.

Progressos

A mudança chegou. Já tenho Internet na minha mesa no trabalho. Meu telefone (87-3861.0555) está funcionando, pelo menos para receber ligações. E o carro continua andando... =)

Quatro trogloditas semi-bêbados arfando durante quatro horas seguidas para conseguir despejar as minhas coisas depois de atravessar seis lances de uma escada estreita. Foi parada dura, mas pelo menos agora já está tudo lá. É claro que o cenário é desolador, pois só se vê pilhas de caixas de papelão e plástico bolha. Mas sei que, quando a disposição permitir, eu vou acabar encontrando as coisas que preciso.

A primeira coisa que eu vou desembrulhar vai ser a cama, com certeza. Depois de cinco noites de "tratamento", a coluna e os demais ossos já se consideram "curados". Também vou poder ligar a TV e receber sinais da civilização. Ver um filme. Ouvir música, usar a geladeira e o microondas. Que bom!

Sabem qual é a diferença entre um padre que canta um cachorro que late? É que pelo menos o padre pára depois de uma hora. O cachorro, quem sabe?

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Esperando Godot

Sábado eu ainda me ocupei com a mudança do hotel para o apartamento. Mas domingo e segunda-feira, enquanto eu esperava a mudança de São Paulo, que não chegava (aliás ainda não chegou e nem sei quando vai chegar ...), o jeito foi sentar prá trabalhar (no chão, encostado na parede) e tentar produzir alguma coisa. Até que deu prá fazer bastante coisa, dadas as circunstâncias. Pelo menos hoje eu recebi o carro do mecânico, isso já foi um alento.

Segundo dia de almoço na escola. Como a empadinha tinha acabado (é claro, a única que coisa que prestava tinha que acabar logo mesmo), eu tive que encarar a coxinha. No final de semana eu resolvi agir: fui ao supermercado e decidi preparar a minha própria salada, sem depender de ninguém. Era só comprar os ingredientes: pelo menos um pé de alface e uns tomates. Acha que eu consegui? Consegui salvar uns pepinos e olhe lá. O restante, acho que nem os mendigos iriam querer. De qualquer forma valeu, eles (os pepinos) foram o meu jantar de hoje.

Passei o feriadão absolutamente sozinho. Durante o dia, na universidade, eu vejo poucas pessoas e converso com menos ainda. De noite, eu não vejo ninguém e não falo com ninguém. Sinto falta do contato com as pessoas.

Como eu ainda não tenho cama, tive que improvisar com um colchonete de 5cm de altura que eu comprei no shopping. Ontem, a minha terça noite nele, não foi fácil. Os ossos já sabem que tem chão duro logo ali e a reclamação começa assim que eu me deito. Hoje será a quarta noite. Espero que a minha cama chegue logo.

Eu continuo sem Internet em casa e também no trabalho. O telefone (87-3861.0555) está instalado, mas eu ainda não consegui achar um adaptador de tomada para poder ligar o aparelho. Tenho saudades de tudo e de todos.

domingo, 20 de abril de 2008

Primeira noite em casa

Mudei ontem. Contratei uma pickup e fiz a mudança do hotel para o apartamento. Mais uma. Pequena, mas mudança. Contrariando as expectativas, a mudança principal, que vem de SP, não chegou. Talvez chegue na segunda. E o carro também não ficou pronto. Talvez fique na terça. Moral da história: eu estou num apartamento (praticamente) vazio, sem TV, sem telefone, sem Internet, sem carro e sem ninguém conhecido por perto. Vão ser três dias divertidos.

O vizinho de baixo tem um cachorrinho muito simpático e cheio de vitalidade. Ele é muito falante e tem um lindo timbre de voz. Ele possui muitos amigos na vizinhança e está sempre disposto a um bom papo, não importa o horário. Não vejo a hora de conhecê-lo pessoalmente e, se possível, desfrutar de alguns momentos a sós com ele.

Não se compara, no entanto, com a alegria dos fiéis e do padre na missa do sábado à noite e nas missas do domingo de manhã. Parece que temos aqui um padre musical, que conta com um grupo de fiéis que adora soltar o pulmão logo cedo. A voz do padre nem é tão forte, assim como o acompanhamento do violão, mas, como eles precisam se sobressair no coral dos fiéis, é natural que sejam amplificados por poderosas caixas de som. Quando olhei o relógio pela primeira vez eram 6 horas da manhã, mas creio que a primeira missa deve ter começado antes, lá pelas 5 horas. Vou ficar aguardando ansiosamente pelas próximas.

Hoje será minha segunda noite no apartamento, e sinto que terei que tomar as providências para lidar melhor com aqueles pernilongos que nos fazem companhia e sussurram em nosso ouvido durante toda a noite: comprei ventilador, inseticida etc. De qualquer forma, espero que eles estejam vindo diretamente do rio, e não façam escala prévia na casa de alguém com dengue.

Ontem eu almocei num restaurante chinês no shopping, e depois jantei na "Francesco Pizzaria", na orla do San Francisco River. Prometo que não levarei ninguém para conhecer nenhum desses dois lugares.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Fotos

Iguaria regional...

Fotos

New house...

Atravessando a rua...

No final da rua...


Fotos

Embarcando em Petrolina...

Desembarcando em Juazeiro...

Equipe de boas-vindas em terra...

Caminho da roça...


Só notícia boa

1) O carro só vai ficar pronto amanhã de tarde. Justamente agora que eu mais precisava dele para poder me mudar no sábado. E a peça que pifou é a mesma que foi trocada há 10 dias em Recife. Ou seja, tem alguma outra coisa que ninguém consegue descobrir e eu vou acabar ficando na mão de novo qualquer hora dessas.

2) Hoje eu fui conhecer a cantina da universidade na hora do almoço. Com a maior boa vontade do mundo, a única coisa que eu consegui mandar prá baixo foi uma empadinha. Dizem que do lado de fora tem um restaurante que faz um "meio bode" muito bom. Esse assunto já está me tirando do sério.

3) Por causa das restrições ao crédito que existem em meu nome, a companhia telefônica daqui se recusa a instalar a Internet no apartamento que eu aluguei. Tudo que eu consegui foi um telefone que só faz ligação para aparelho fixo em Petrolina e Juazeiro. Isso quer dizer que vou ficar sem email, rádio, notícias, compras, Skype, MSN e até trabalho, depois das 18hs, que é quando eu saio da escola. Era tudo que eu precisava.

O número é (87) 3861.0555. A partir de amanhã.

P.S. Amanhã tem show do "Shaolin" na cidade. Alguém tem alguma referência?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Dito e feito

O carro apagou de vez e teve que ser rebocado para um mecânico. Depois de tanta manutenção, e de tantas peças trocadas nos últimos meses, acho que agora só falta trocar os bancos. Deve ser esse o motivo. De qualquer forma, espero não passar a pé esse feriadão.

Jornal do Recife só chega nas bancas depois das 13:00hs. Jornal de São Paulo ou do Rio, nem antes nem depois das 13:00hs. Do meio-dia às duas nada funciona. O comércio baixa as portas, vai almoçar em casa e depois tira a siesta. Tava querendo aproveitar a hora do almoço para resolver umas coisas? Sorry...

Preparativos para ocupar o novo apartamento. Já estou com as chaves, mas precisei deixar com o homem que vai pintar uma parede na varanda. Pelo menos vou conseguir me livrar do amarelo-pintinho. Espero que o caminhão chegue mesmo no sábado, assim posso me "divertir" no domingo e na segunda, movendo caixas de um lado para o outro. Alguém aí está sem programa para o feriadão?

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Contrato fechado

Mudo no próximo sábado. Vou levar uma vida prosaica: acordar, andar um quarteirão até a margem do rio, pegar um barquinho e navegar por 10 minutos até a porta da universidade, do outro lado do San Francisco River. Depois de um dia de trabalho, pegar o barquinho de volta prá casa, enquanto assisto a despedida do sol de camarote. Acho que o carro vai ganhar umas boas férias, bem a calhar diga-se de passagem.

Comecei as aulas hoje. Uma turma com 8 alunos. Na verdade eram mais, mas acho que o "preview" da disciplina fez com que muitos desistissem. Mas nem tudo é moleza: semana que vem pego uma turma de 50. Tudo novinho: o prédio (inaugurado no mês passado), os móveis, as canetas para o quadro branco, até os alunos e os professores, meus colegas. Parece que tudo é recém-desembrulhado. É bom de ver.

Ontem fui no shopping, tentar comer alguma coisa diferente. Pedi um pastel, que joguei fora depois da segunda mordida. Acabei jantando um sorvete. Cada dia como num lugar diferente, mas as variações são mínimas: arroz misturado com isso ou aquilo, feijão assim ou assado, macaxeira ou batata, e uma carne qualquer. Atenção empresários da construção civil e do setor de alimentação: venham para Petrolina e Juazeiro e fiquem ricos, pelo amor de Deus.

Sobre a rotina: sinto falta do jornal na mão, e do rádio no carro para ouvir alguma coisa que valha a pena. A programação por aqui é só música brega, fofocas da cidade e pregação. A "Gazzeta do São Francisco" (com dois "z" mesmo), infelizmente, ainda não supre a minha necessidade. E espero que nem venha a suprir algum dia. Por sorte existe a Internet e eu consigo ouvir a CBN quando estou no quarto do hotel.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Apartamento à vista

O cara é bom mesmo. Na segunda visita que ele fez comigo já tínhamos um apartamento do jeito eu precisava e num lugar ótimo. Só vou saber amanhã se vou conseguir mesmo alugar, mas tudo indica que sim. E o melhor de tudo: quando me perguntaram sobre fiador, o tal se apresentou na hora é disse "Sou eu mesmo". Imagine, conheci ele ontem...

O prédio é antigo mas os quartos e a cozinha são imensos. Fica num terceiro andar, sem elevador. Por dentro ele é pintado de verde-limão e amarelo-pintinho. Os banheiros são horríveis, mas tudo isso eu dou um jeito.

Pelo menos eu vou estar bem protegido. O prédio fica ao lado da igreja matriz, a catedral da cidade fica no final da rua, o prédio pertence à diocese da cidade e,last but not least, o padre da igreja é meu vizinho de porta.

Amanhã começam as aulas. Vou ter que fazer ginástica para ministrar um semestre normal de aulas em meio semestre. Em duas turmas. Vai ser bem corrido.

Alimentação continua sendo um problema. Em todo lugar eu só vejo arroz, feijão, macaxeira e bode. As opções mais variadas, tipo quilo, são bem ruinzinhas. Comidas mais leves e saudáveis, nem pensar. Frutas, só o básico do básico. Que saudades daquele Pão de Açúcar cheio de frutas lindas e variadas...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Tomando posse

Como é bom desatar uns nós de vez em quando. Logo cedo consegui ser atendido por uma fonoaudióloga, que fez a audiometria que o médico da Univasf pediu. Levei para ele, que logo me liberou para o RH. Fui para o RH, que recebeu e conferiu todos os meus documentos e já marcou a "posse" (pois é, existe uma cerimônia de posse) para a parte da tarde.

Foi uma cerimônia simples mas significativa. Com outros 6 colegas, de áreas diversas, fomos recebidos pelo reitor da univerisidade, no seu próprio gabinete. Sim, ele mesmo, em pessoa. Ele falou sobre muitas coisas, inclusive sobre a origem da Univasf e os desafios que nos esperam por lá. Fiquei com uma ótima impressão dele e de tudo mais. Depois ele ainda pediu para que cada um falasse um pouco, e interação decorrente também foi muito legal.

Para coroar um dia em que tudo deu certo, ele (o reitor) ainda colocou um assessor seu à minha disposição, para me ajudar a encontrar uma casa em Petrolina ou Juazeiro. Amanhã de manhã vou encontrar com ele. Legal, né? Isso é que é receber bem os colaboradores.

Como nem tudo são flores, as minhas próprias tentativas de encontrar uma casa estão indo de mal a pior. Viu a casa ontem e ficou de pensar até hoje? Azar o seu, porque de ontem prá hoje alguém foi lá depois de você e acabou pegando, porque não tem nada em nenhum lugar mesmo. Então é o seguinte: viu, achou mais ou menos, aluga na hora. Ou esquece de vez. Esperar 24 horas é sentença de morte.

Espero que o tal assessor tenha boas dicas e bons contatos para me fornecer. Caso contrário, o que eu vou fazer com esse caminhão que está chegando?

Pernil no forno

Domingo foi dia de continuar a procura por casa, com os mesmos pífios resultados. Fora isso trabalhei o dia inteiro, porque o calor lá fora não é nada convidativo para passeios ao ar livre. Só sai às 17:00hs, que é quando o sol já está bem baixo e não incomoda mais. Das 17:00 às 18:00, que é quando escurece de vez, é o horário para se fazer alguma coisa ao ar livre sem a sensação de que você está assando dentro de um forno como um pernil. Nos restaurantes, só arroz, feijão, macaxeira e bode ou carne de sol. My God.

sábado, 12 de abril de 2008

Procurando casa no Saara

Imagine-se no meio do deserto do Saara procurando um bar para comprar uma água mineral geladinha. Impossível, certo? E você fica frustrado, certo? Afinal de contas, ninguém te disse antes que ia ser tão complicado assim.

Pois é assim que eu estou me sentindo hoje, depois de derreter no sol o dia inteiro procurando casa ou apartamento para alugar. Não existe. Nas imobiliárias a resposta padrão é essa. Quando há algo, a qualidade é muito ruim ou os preços são excessivamente altos. Segundo dizem, tudo isso está acontecendo por causa da própria Univasf. Muitos alunos novos, professores etc, gente vinda de toda parte e inflacionando o mercado imobiliário. Deve estar bom para os empresários da construção civil e os incorporadores.

Virei Petrolina e Juazeiro de cabeça para baixo. Fui em mais de dez imobiliárias. Dirigi horas a fio. Entrei em todos os buracos. Devo ter perguntado em todos os edifícios das duas cidades se existe apartamento para alugar. Estou com uma ou duas opções, mas nenhuma realmente satisfatória. Amanhã vou continuar. Tenho uma semana para dizer ao motorista do caminhão onde ele deve despejar as minhas coisas...

Nos restaurantes só vi, até agora, cardápios do tipo "arroz, feijão, macaxeira e alguma carne". Que pode ser bode, picanha, frango ou surubim. E também tem sarapatel, buchada, mocotó etc. Será que eu vou encontar um bom prato de salada em algum lugar? Já estou ficando preocupado.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Primeiros passos

Dia de começar a tomar pé das coisas. Visitar o campus, conhecer os colegas e os problemas. Procurar uma casa para morar, achar o meu caminho pelas ruas da cidade, tentar marcar um exame em algum hospital e abrir conta no banco.

E tem o trânsito também. A ponte sobre o Rio São Francisco, que separa Petrolina de Juazeiro, é um caos total. Na hora do rush, então, nada anda, nem de um lado nem do outro. Some-se a temperatura "amena" do lado fora, e você tem a impressão que o inferno é ali mesmo.

Em princípio as minhas aulas começam na segunda-feira. Só que antes eu tenho que resolver algumas pendências na minha documentação da contratação.

O final de semana vai ser dedicado a procurar casa pra morar e preparar algumas aulas. Casa prá morar, aliás, parece que vai ser meio difícil, pelo menos aqui em Petrolina. Das quatro imobiliárias que eu fui hoje, apenas uma tinha um apartamento disponível. Vamos ver se em Juazeiro é mais fácil.

O carro tá me dizendo que não deve durar muito. Parece que subiu no telhado.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Bode completo

Cheguei. Três vezes 260Km: Recife-Arcoverde, Arcoverde-Salgueiro, Salgueiro-Petrolina. Um pouco menos de 9 horas de viagem, descontando-se as paradas.

A partir de Arcoverde, alguns trechos muito esburacados, verdadeiras valas. E foi, também, quando os primeiros bodes apareceram em cena. Será que são os bodes que fazem os buracos nas estradas? De qualquer forma, avistei algumas equipes de tapa-buracos trabalhando em um e outro trecho. No geral a estrada está boa, melhor do que eu já havia experimentado.

Paisagem verde de Recife até aqui. Deve ser resultado das fortes chuvas. Ao longo da estrada pequenos lagos, provavelmente recentes, deixavam árvores, postes e traves de campos de futebol cobertos pela metade.

Em Salgueiro parei para comer um sanduíche. O cardápio oferecia "bode completo" por R$16,00. Uma pechincha. A propósito, o que será um "bode completo"? Não sei, mas na dúvida acho mais seguro ficar no "bode incompleto" mesmo.

Bodes, bois e jegues atravessam a estrada constantemente, sem cerimônia. Não é difícil entender a recomendação para não se dirigir de noite por essas bandas: sinalização precária, lombadas-surpresa, bodes suicidas, buracos etc. Sem contar os pistoleiros, que agora estão dando umas férias para os viajantes noturnos.

Fui parado por um policial novamente, dessa vez apenas para ouvir duas frases absolutamente dispensáveis: "Ih, o seu carro morreu!" e "Tá lotado, né?". Tudo isso não no acostamento, mas no meio da pista mesmo. Acho que o guarda tava com preguiça de andar até o acostamento.

O carro chegou. Luz amarela no painel piscando de vez em quando, motor morrendo quase sempre, mas chegou. Quanto tempo será que ainda vou poder usá-lo?

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Retirante paulista

Foram 250Km de uma estrada boa, sem buracos. Pista dupla nos primeiros 150Km, até um pouco depois de Caruaru. Depois, e agora até o final, pista única. Acabei saindo tarde porque mecânico demorou para me entregar o carro, que ficou inventando problema até o último minuto. Carro que, por sinal, veio super lotado. Não caberia nem papagaio a mais. Um verdadeiro carro de retirante paulista que veio tentar a sorte no sertão nordestino.

Fui parado por um policial rodoviário. Segundo ele, eu ultrapassei numa região em que isso não era permitido. Eu (conforme as minhas próprias expectativas e os alertas dos amigos), já estava me preparando para perguntar quanto isso iria custar, quando ele disse que ia me liberar, sem mais, e ainda fez um comentário preocupante - pelo menos para quem acabou de sair do mecânico e ainda tem muito o que rodar. "Esse motor do seu carro tá meio fraco, o barulho dele tá esquisito". Só me faltava essa, no meio do sertão...

Estou no "Max Hotel", na beira da estrada, um pouco depois de Arcoverde. Parei quando escureceu, pois ninguém nessas bandas recomenda dirigir de noite. O hotel é grande, mas parece que só eu estou hospedado. Quarenta e cinco reais por uma noite de sono. Amanhã quero ver se pego a estrada antes das sete, para dirigir sem pressa e chegar em Petrolina antes das cinco, horário do exame médico que marcaram para mim na universidade.

Quatro noites, quatro cidades e quatro camas diferentes: São Paulo, Recife, Arcoverde e Petrolina. Tá bom prá quem gosta de aventura.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Carro e documentos

Foram 2 meses sem carro e sem documento, depois mais um mês com carro e sem documento. Para completar a série, hoje foi inaugurada a era do "sem carro e com documento". Espero que o mecânico consiga consertar até amanhã. Serão 520 Km até Salgueiro, e depois mais 280 até Petrolina. Melhor pifar aqui na metrópole do que por aquelas bandas...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Fechando o barraco

Três tarefas para um super-homem fazer no mesmo dia: devolver o apartamento para a imobiliária, providenciar o corte do gás e o da luz. A Comgás foi fácil: telefone, Internet e não se fala mais nisso. Mas na Eletropaulo a história é outra. Telefone não atende, Internet não funciona. Então você tem que ir pessoalmente e enfrentar uma fila de cão. Eu esperei pacientemente. Depois de uma eternidade, quando chegou a minha vez, ouço lá atrás um barulho forte e seco: TUUUMMM! Um sujeito, provavelmente mais sensível do que eu, desmaiou na fila de espera. Justo na minha vez. Depois de socorrido pela atendente (é claro que só havia uma), vamos lá de novo... só que agora o sistema sai do ar. Haja...

Mudanças

Ontem foi o dia de esvaziar o apartamento e encher o caminhão da mudança. 132 caixas (a maioria de CDs, DVDs, livros, LPs e VHS), 83 itens avulsos, num total de 215 volumes. O caminhão lotou. A bicicleta teve que ir pendurada do lado de fora.

Foram seis horas de muito trabalho, sem almoço, enquanto o motorista do caminhão com cara de Frankenstein (o morotista, não o caminhão) bebia do licor de melancia que eu havia tirado da geladeira. Resultado: acordei hoje com sintomas de gripe.

Agora tenho duas semanas para conseguir um endereço em Petrolina (ou Juazeiro) onde eu possa receber tudo isso. Duas semanas em que estarei rezando para as minhas coisas chegarem, e de preferência inteiras.

Terça-feira é pegar o avião para o Recife. Quarta e quinta, dirigir os 800 quilometros até Petrolina. Sexta, fazer a burocracia da contratação. Depois é começar a trabalhar, procurar uma casa e esperar o tal do caminhão.