domingo, 14 de setembro de 2008

Tourist Information 01 - Sobradinho

Se você pensa em fazer turismo pela região do Vale do São Francisco, esteja desde já ciente de dois fatos principais:

  • Existem várias coisas bonitas que realmente valem a pena ser visitadas;

  • A menos que você contrate um guia local (como eu, por exemplo), você estará abandonado à sua própria sorte e terá imensas dificuldades para chegar aonde quer que seja.
Vamos primeiro às atrações (pelo menos as que eu conheci ou ouvi falar até agora):

  1. Sobradinho;
  2. Vinícolas;
  3. Ilha do Rodeadouro (sic);
  4. Cachoeiras em locais ermos e perigosos;
  5. Santa Maria da Boa Vista;
  6. Dunas do Velho Chico;
  7. Parque Nacional da Serra da Capivara.
O tema de hoje será Sobradinho (a barragem, não a cidade). Lá fica o maior lago artificial do mundo, uma paisagem belíssima. Parece o mar, pois não se consegue avistar o "lado de lá". Ao lado da usina, um mirante que fica no alto de um morro proporciona uma visão panorâmica de tirar o fôlego. Barragem e usina no meio, lago de um lado e o rio indo embora do outro...

É um passeio legal e rápido. Em 3 horas você vai e volta. Mas esteja atento: (i) não existe indicação em Juazeiro sobre como chegar na estrada para Sobradinho; (ii) o trecho inicial da estrada para Sobradinho parece a superfície lunar; (iii) num certo ponto da estrada você precisa entrar à direita, mas, naturalmente, não existe qualquer placa avisando; (iv) quando você chega em Sobradinho (a cidade), não há nenhuma indicação sobre como chegar na barragem (refira-se aos nativos); (v) depois da barragem, não há nenhuma placa indicando onde fica o acesso para o tal do mirante. Se você for sozinho, provavelmente vai ir e voltar umas três vezes na estrada, falar alguns palavrões e acabar concluindo que a entrada para o mirante deve ser aquele caminho de pedra que está quase sendo devorado pela mata vizinha.

Mas a recompensa vale o esforço. Ao chegar lá em cima, não fique apenas deslumbrado com a visão do lago que se tem do pátio cimentado onde o carro pode ser estacionado. Embrenhe-se pela mata (tênis velho, calça jeans e meia) e caminhe uns 500 metros em direção à extremidade do morro. Tome cuidado para não se cortar nos cactos nem em outras plantas do gênero. Cuide-se para não escorregar em cima de nenhuma pedra. E atenção para não despencar do alto do morro.

Quando chegar lá, arrume o seu chapéu de Indiana Jones, aprecie a vista e sinta-se orgulhoso da sua proeza. Você venceu mais um desafio!

Seguem fotos da Malu Oliveira, jornalista que também incorpora o espírito do Indiana Jones e que aceitou encarar essa aventura num sábado de descanso (clique para ampliar). Também já estiveram lá o Leo (em julho, na nossa primeira e sofrida incursão, onde foram feitas todas as descobertas iniciais) e o Robson, que me deu o prazer da companhia nesse 4 últimos dias aqui no meio do sertão.



Nos próximos posts eu escreverei sobre as demais atrações turísticas da região. A MarcusTur aceita encomendas de pacotes e não cobra nada, desde que o cliente aceite fazer companhia para ele por pelo menos um ou dois dias...

Um comentário:

Anônimo disse...

Como integrante desta expedição da MarcusTour, atesto a qualidade dos serviços prestados pela operadora, mas tenho dois reparos que é preciso registrar:
a água mineral estava na temperatura do sertão e não havia cerveja gelada ou champagne para brindar a paisagem maravilhosa. Mas já estou comprando um isopor para lhe presentear e evitar críticas semelhantes nas próximas viagens.Isso, claro, se você me convidar novamente.
Quanto às fotos, por favor, avise a todos que foram tiradas com um celular, para que não pensem que sou uma fotógrafa que não se manca... Estamos aguardando as verdadeiras, tiradas por nosso operador turístico.
Beijos
Malu