quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pingüins no deserto

Quanto mais elevada a temperatura média numa cidade ou região, mais adaptados estão os seus habitantes ao calor. Certo? Errado!!

Hoje fez 37 graus por aqui. A promessa da previsão do tempo para a semana que vem é chegar nos 42. Naturalmente, o ar-condicionado é um item de conforto importante nas casas, escritórios e lugares públicos.

Mas a forma exagerada como ele é usado por aqui é supreendente. No meu escritório, por exemplo, onde trabalham dez pessoas, a temperatura do ar-condicionado é regulada em 17 graus. Um frio de doer. Daqueles me que fazem pensar todo dia em não esquecer de trazer o casaco para poder me sentir um pouco mais confortável no dia seguinte.

É claro que uma temperatura baixa assim não é unanimidade por lá. Alguns colegas acham, assim como eu, que 22, 23 ou 24 graus está bom demais. Mas os pingüins não deixam. Eles estão sempre aumentando o frio e achando que ainda está quente.

E não é só na universidade. Outro dia entrei num caixa automático do Bradesco, na orla do rio São Francisco, e quase congelei nos 2 ou 3 minutos que fiquei lá dentro. E assim acontece em lojas e vários outros locais que a gente acaba tendo que freqüentar no dia-a-dia.

Moral da história: no deserto também tem pingüim. E, do jeito que a coisa vai, eu estou passando por um verdadeiro processo de pasteurização.

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