domingo, 14 de setembro de 2008

A primeira piranha

"A primeira piranha", dizem, "a gente nunca esquece". É fato. Depois do sol escaldante no mirante da barragem em Sobradinho, eu, Malu e Robson fomos para a Ilha do Rodeadouro para almoçar.

Pés na água fria do rio, cerveja na mesa e referências à Polinésia do sertão. A música de fundo, naturalmente, deixava a desejar. Mas guardava, mesmo assim, algum tipo de associação com a "piranha" que pensávamos em degustar.

Pois foi justamente esse o nosso prato principal: uma piranha, peixe típico do rio São Francisco, de um tamanho que eu mesmo nunca tinha visto. Nada parecido com aquelas pequenininhas, empalhadas e envernizadas que a gente compra em lojas de lembranças para turistas na Praça da República em São Paulo. Essa era grande, grelhada, temperada e foi bem saboreada por três famintos.

Uma excelente escolha. Carne branca e saborosa. Uma piranha para três. De entrada, acarajés. E, para fechar a noite, Bacalhau à Lagareiro (com batatas ao "murro") regado à espumante rosé no Maria Bonita,

Acarajé, piranha e bacalhau. Gastronomia de um único dia deixando boas lembranças.

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