segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Chapada Diamantina

A Chapada Diamantina abrange uma vasta área no interior da Bahia e um certo número de municípios. Mas o "portal" da Chapada é sem dúvida a cidade de Lençóis, localizada a cerca de 400Km de Salvador, no sentido interior. Com apenas 9.000 habitantes fixos, mas uma população variável não desprezível, formada por turistas do Brasil e do mundo inteiro, a cidade é bem servida por hotéis, pousadas e uma infra-estrutura de turismo preparada para mostrar os encantos da região para quem vem de fora em busca de aventura, contato com a natureza e, principalmente, paisagens deslumbrantes.

Para chegar lá, deve-se tomar um ônibus em Salvador. Após 6 horas de uma viagem confortável, você está no coração da Chapada Diamantina. Parece que até dá para ir de Petrolina direto para lá (nesse caso são apenas 500Km no total, em vez de 500Km até Salvador e depois outros 400Km até Lençóis), mas os mapas informam que as condições da estrada não são nada boas. Então, na dúvida, vá até Salvador mesmo e pegue o ônibus por lá. Outra opção seria ir de avião até Lençóis (há um aeroporto na cidade), mas ele está desativado há alguns anos.

Depois de se instalar, é só ir até o centro da cidade e puxar conversa nos casarões onde estão instaladas as agências de turismo. Lá você ouve histórias, vê fotos das maravilhas prometidas e agenda o seu passeio do dia seguinte, ou então aproveita e já faz uma programação para vários dias.

A partir daí é só aventura. Cada dia uma diferente, num lugar diferente, com paisagens diferentes e emoções diferentes. De comum apenas o deslumbramento com a natureza e a exaustão no final do dia.

A Chapada Diamantina é um lugar que rouba o nosso fôlego sem piedade. Seja pela beleza e exuberância das suas paisagens, seja pela energia que se precisa gastar para subir em todos aqueles morros, enfrentar aquelas trilhas, atravessar os rios, caminhar sobre as rochas, enfrentar o sol escaldante etc etc. Mesmo assim, é tudo sagrado e esse passeio é uma benção da natureza. Seja nas paisagens abertas e nas formações imensas, seja nos pequenos detalhes que estão sempre por perto mas que passam desapercebidos para os olhares menos atentos.

Fotografar foi uma aventura à parte. Além do excesso de bagagem nas costas, altamente contra-indicado para esse tipo de passeio, há que se gerenciar o tempo (os guias estão sempre nos puxando) e evitar deixar se levar pela vontade de ficar ali parado, contemplando tudo e fotografando num ritmo desvinculado do mundo real. Sem contar os tombos, as quedas, as batidas e os mergulhos involuntários nos rios e nos lagos, com equipamento e tudo.

Mas o resultado é compensador (pelo menos eu achei), e dessa vez ele está publicado em http://www.marcusramos.com.br/chapada. São 500 imagens, então não tenha pressa. Espero que você goste de ver assim como eu gostei de fotografar. Mas não fique apenas com as fotos: ao vivo a beleza vem acompanhada da emoção, da aventura e da diversão!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mais fotos

Sobradinho:
http://www.marcusramos.com/sobradinho/ e
http://www.marcusramos.com/sobradinho2/

Ilha do Rodeadouro:
http://www.marcusramos.com/rodeadouro/ e
http://www.marcusramos.com/rodeadouro2/

Tourist Information 06 - Cachoeira da Gameleira

Segundo consta em uma ou outra notinha que eu consegui encontrar na Internet, trata-se de uma das três principais atrações ecoturísticas de Juazeiro, todas elas situadas ao longo do rio Salitre, um afluente do rio São Francisco. Por ordem de distância, a primeira é a Cachoeira do Salitre, a segunda é a Cachoeira da Gameleira e a terceira é a Gruta do Convento.

Quando eu saí de casa, a minha intenção era visitar a Cachoeira do Salitre. Mas, em função das dificuldades (vejam abaixo), perdi essa e acabei chegando na seguinte, a Cachoeira da Gameleira.

Situada a 68Km do centro de Juazeiro, a Cachoeira da Gameleira é um lugar muito interessante e bonito. A cachoeira propriamente dita é pequena, mas o que vale é o entorno: um lago profundo cercado de paredes de rocha elevadas e tudo isso decorado com muita vegetação. No conjunto, o visual é bastante harmonioso e vale a pena de ser visitado.

O problema é chegar lá. Não espere encontrar, nesses 68Km, qualquer placa ou indicação de qualquer natureza que te oriente sobre o caminho. Também não espere contar com as informações das pessoas, porque ninguém conhece nada ou não sabe informar. Isso se você encontrar com gente no caminho, pois a maior parte das almas vivas, quando estão presentes, são só de bodes, vacas, cachorros e avestruzes, que também não sabem orientar o turista. Portanto, tire o espírito aventureiro do armário e seja muito, mas muito mesmo, paciente e persistente. Só assim você vai conseguir chegar lá.

Pegue a estrada de Juazeiro em direção à Sobradinho. Você segue pelo asfalto, até que num certo ponto a estrada se divide em duas: você pode seguir em frente (o que não é natural) ou seguir à direita, o que parece mais razoável, mas que acaba levando você para Sobradinho. Então, resista à tentação e siga em frente, por mais estranho que isso possa parecer.

Depois de mais alguns quilômetros de aslfato, o mesmo termina e começa uma estrada de terra, buracos e pedras. A paisagem é de abandono, miserável mesmo, e apenas eventualmente você vai ver sinal de vida, com uma casinha aqui outra ali. Não conte com informações dos nativos, pois você pode se atrapalhar ainda mais.

Dirija em linha reta por exatos 29Km por essa estradinha de terra. O caminho vai ficando cada vez mais difícil e o carro vai começar a reclamar. Depois dessa distância, você tem que entrar à esquerda, passar por cima de uma pontezinha e subir um pedaço de morro. Até que você vai perceber que não adianta mais ir de carro e que o melhor é prosseguir a pé mesmo. Insista um pouco mais: vá dirigindo pela mata fechada, desviando das pedras e dos troncos. Quando chegar numa espécie de clareira, estacione o carro e siga a pé.

A esta altura, você deve ter um rio à sua esquerda. Pois vá seguindo o seu curso e logo você chegará na cachoeira. A partir dali, faça as suas próprias trilhas e explore as elevações rochosas e as diferentes vistas que elas proporcionam.

As fotos dessa vez estão em http://www.marcusramos.com.br/gameleira. Confiram e me digam se vale a pena tanto sacrifício. Não é por nada, mas umas plaquinhas da prefeitura não devem custar caro e ajudariam um bocado.

Não convém voltar no escuro. Saia de lá em tempo para chegar de volta no asfalto antes da noite cair. E torça para o seu carro não quebrar nem furar um pneu. Se precisar de gasolina, há um pequeno vilarejo no meio do caminho onde é possível comprar gasolina armazenada nuns barris na casa de um fulano, por R$3,00 o litro. Dadas as condições, eu achei até barato. Ele enche garrafas de água mineral vazias de 1,5l, e depois transfere para o tanque do seu carro usando o velho método da mangueira aspirada.

Fico devendo a Cachoeira do Salitre e a Gruta do Convento. Mas essas só quando o espírito do Indiana Jones baixar novamente.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Tourist Information 05 - Santa Maria da Boa Vista

Ouvi dizer que antigamente, quando não existia Petrolina nem Lagoa Grande, todas estas terras pertenciam ao município de Santa Maria da Boa Vista. Localizada a cerca de 100Km de Petrolina, a cidade perdeu importância e área, mas não deixou de ser uma boa opção de visita para o turista.

Na beira do rio São Francisco, ela é simpática e quase bucólica. Eu passei por lá meio rápido, mas creio que vale a pena voltar com calma para explorar melhor a sua tranquilidade, a sua arquitetura, os seus recantos e a sua paisagem.

Algumas fotos estão em http://www.marcusramos.com.br/santamariadaboavista/.

Para chegar lá, basta tomar a rodovia no sentido Recife. Petrolina, Lagoa Grande e depois Santa Maria da Boa Vista. Se você estiver indo para alguma vinícola por aquelas bandas e se perder no caminho, não se preocupe. Você vai acabar chegando em Santa Maria da Boa Vista.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Fotos

Finalmente estou conseguindo publicar algumas coisas antigas (de setembro de 2008), mas que ainda servem para divulgar a região.

Sobradinho: http://www.marcusramos.com.br/sobradinho/
Como já escrevi sobre o passeio em outro post, vou falar apenas das fotos. As primeiras são, naturalmente, desse lugar pitoresco chamado "Pousada L´Amour", no acesso à cidade. Depois temos fotos da barragem e por último do mirante que fica no alto do morro ao lado da barragem. Belo passeio à apenas 40 Km de Petrolina.

Ilha do Rodeadouro: http://www.marcusramos.com.br/rodeadouro/
Travessia do rio, algumas paisagens da ilha (que fica no meio do rio, entre Pernambuco e Bahia) e destaque para a piranha grelhada. Do centro de Petrolina até o centro da ilha em cerca de 30 minutos. O único problema é a lotação nos finais de semana.

Os outros links são de fotos ainda mais antigas (de julho de 2006), mas que também se encaixam bem no espírito de divulgar a região para os ecoturistas de plantão.

Vale do Catimbau:
http://www.marcusramos.com.br/catimbau/catimbau-1/index.htm e
http://www.marcusramos.com.br/catimbau/catimbau-2/index.htm
Lugar maravilhoso, ilustre desconhecido de praticamente todo mundo, inclusive dos próprios pernambucanos. Fica a cerca de 500Km daqui, próximo a Buíque (perto de Arcoverde). Lá, além de trilhas que nos levam através de paisagens deslumbrantes, encontramos pinturas rupestres de até 4.000 anos de idade. Vá para passar pelo menos uma semana.

Pedra Furada: http://www.marcusramos.com.br/catimbau/pedrafurada/index.htm
Uma atração única, uma pedra em forma de arco que fica no alto de um morro, próximo à Pesqueira, no interior de Pernambuco. Um vão livre imenso, que eu estimo ser da ordem de uns 100 metros, com a pedra em forma de arco apoiada apenas nas laterais. Um lugar que, pela sua originalidade e exuberância, me deixou emocionado e sem fôlego. Dá para conhecer tudo num só dia se você já estiver nas proximidades de Pesqueira.

Pesqueira:
http://www.marcusramos.com.br/catimbau/pesqueira-1/index.htm
http://www.marcusramos.com.br/catimbau/pesqueira-2/index.htm
Cidade que faz parte da minha história, especialmente da minha adolescência. Outrora capital do tomate no interior, e sede das maiores fábricas de processamento de tomates e frutas do país na época, hoje ela busca se reencontrar no turismo. Destaque para a hoje fechada fábrica da Peixe, para visões panorâmicas da cidade tomadas do alto do mirante e para o açougue municipal, com cabeças de porco penduradas por toda parte.