quinta-feira, 8 de abril de 2010

Chove chuva

Quando a chuva chega forte e prossegue ininterrupta por toda a noite, quando o céu permanece nublado e cinzento por todo o dia, cobrindo os mínimos vestígios do azul intenso e do amarelo solar radiante, quando poças de água se fazem presentes em todas as ruas e calçadas, em todos os horários, quando você precisa correr para não se molhar e pular para não encharcar o sapato e a barra da calça, quando o vidro do carro fica embaçado, quando as pessoas usam a sombrinha para se proteger da água, e não do sol, quando o trânsito piora sensivelmente e você enfrenta filas e congestionamentos para chegar no seu destino e, finalmente, quando você retorna para casa e não sente aquela necessidade absurda de abrir imediatamente todas as portas e janelas, isso é sinal de que este não é um dia comum por aqui. Aliás muito raro mesmo, para se dizer a verdade. De qualquer forma, é motivo para o paulistano se sentir num ambiente urbano um pouco mais familiar e, dessa forma, matar um pouco as saudades de casa.

Se as coisas estão assim por aqui, é fácil imaginar como o cenário deve ter sido realmente feio no Rio de Janeiro e, um pouco antes, também em São Paulo, por causa do grande volume de água enviado por São Pedro nos últimos dias. Em todo caso, eu torço para que outros dias como esse apareçam por aqui. Só por aqui, é claro.

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