quarta-feira, 18 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Bye Bacana, hi Favorito
Depois de um bom tempo fechado para reformas, retornei nesse último final de semana ao local onde funcionava o Bacana, e onde agora se encontra o Favorito, na orla de Petrolina. Nas mãos de um novo proprietário, nada do que o antigo e saudoso Bacana oferecia: mesas na calçada, ambiente tranquilo, boa cerveja e salgados, ótima sopa, pratos honestos. Local ideal para encontrar os amigos ou para tomar uma cerveja sossegado. Mais moderno e "chique", o Favorito é um destino para famílias barulhentas, mais ou menos como se vê nessas grandes churrascarias que a gente encontra nas cidades grandes. O ambiente é simplesmente ensurdecedor, daqueles que te fazem sentir um grande alívio quando se consegue botar a cabeça prá fora. Impossível manter uma conversa lá dentro, com quem quer que seja. Para piorar, televisões de tela plana decoram as paredes. Algo que eu nunca entendi: se é para ver TV, por que sair de casa então? O serviço ainda deixa muito a desejar, mas pelo menos a caipirosca estava no ponto. De qualquer forma, não justifica passar por tudo isso novamente. Uma pena.
Virando picolé em 3... 2... 1...
segunda-feira, 9 de julho de 2012
41ª Jecana do Capim
Maior corrida de jegues do norte e nordeste, ela foi realizada no último de 10 de junho no povoado do Capim, zona rural de Petrolina. Algumas fotos desse dia estão disponíveis aqui.
A primeira vez a gente nunca esquece
No penúltimo domingo eu sofri um acidente. Bati forte com a
cabeça no chão, quebrei um dedo da mão, desmaiei e perdi a visão
temporariamente. Fui levado para o Hospital de Traumas, supostamente o mais
moderno e preparado para esse tipo de situação na cidade, e tive a minha primeira experiência hospitalar
na região. Nada gratificante, diga-se de passagem.
Cheguei com a pressão muito baixa, tremendo, com muita dor,
com frio e sem camisa. Fui atendido por uma enfermeira que queria me aplicar
soro, e para isso me espetou pelo menos umas 30 vezes, nos dois braços.
Alegando que ela não conseguia encontrar a minha veia, eu me senti o próprio
boneco de vodu nas mãos dela.
Depois veio o atendimento no setor de ortopedia. O trauma na
cabeça foi totalmente ignorado por médicos e enfermeiras, que só se importaram
mesmo com o meu dedo. O médico que me atendeu olhava para o alto, para baixo e
para os lados, mas nunca para mim. Ele só abria a boca para falar sobre as
farras do final de semana com os colegas do lado e contar piadas. Feito o
raio-X, num setor abarrotado de gente, não recebi diagnóstico nem orientação
sobre o tratamento. Levei umas picadas na mão (anestesia) e depois gritei feito
um porco quando puxaram meu dedo para colocá-lo no lugar. Me mandaram embora com uma receita de medicamentos e a recomendação para voltar depois de uma semana. Um dos meus raios-X se perdeu
na mesa do médico.
Hoje fiz o retorno. Horas de espera, salas lotadas, gente
pelos corredores e a mesma má vontade de antes. No setor do raio-X um grupo de
atendentes, técnicos e pacientes olhavam para os mesmos contra a luz do teto
para decidir qual era de quem. De volta ao médico, descobri que ele tinha saído
para o almoço e não havia ninguém para dar informação sobre o retorno. Consegui
localizá-lo num corredor e perguntei que horas ele iria voltar a atender e como
isso seria feito, já que havia uma multidão em frente à porta da sala de
ortopedia. Ele nem virou o rosto para mim, apenas seguiu em frente e disse que
seria necessário esperar. Entrou e trancou a porta, junto com um colega.
Joguei tudo por baixo da porta dele e fiz o que deveria ter
feito desde o início: atravessei a rua e fui procurar um médico particular.
Moral da história: diagnósticos divergentes, medicação desnecessária e
fisioterapia urgente. Por sorte fui impelido para essa providência final. Nunca
na minha vida eu tinha passado por um atendimento hospitalar tão desumano. Na próxima vez eu vou direto para o aeroporto.
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