domingo, 4 de julho de 2010

Erbetta

João Erbetta, competente guitarrista paulistano que eu não conhecia nem nunca tinha ouvido falar, se apresentou na noite de hoje em Juazeiro numa noite de vento frio e garoa típica e igualmente paulistana. Mas a sua música eclética e sofisticada mostrou que, fazendo justiça a uma tradição de décadas, o Brasil continua produzindo instrumentistas de primeiríssima linha, a maioria deles, infelizmente, ainda desconhecida do grande público. Acompanhado de baixo e percussão, Erbetta deu um show de técnica, sensibilidade e repertório, que contou com Zequinha de Abreu, clássicos do jazz e do blues, Alberto Dominguez (Perfídia) e, last but not least, com as suas próprias e excelentes composições. Alimento para a alma, da melhor qualidade.

Os outros artistas da noite foram Donna Lee (RJ), Mateus e Fabiana Aleluia (BA), Ilê Aiyê com Marku Ribas (BA) e Eddie (PE). Não fiquei para o último, mas os outros três não trouxeram nada de tão novo, interessante ou impactante quanto o João Erbetta. Dele foi a noite.

O show fez parte de um evento denominado "Conexão Vivo", criado para promover a marca da operadora de telefonia celular. Ela, no entanto, ainda tem muito a aprender com os seus artistas convidados, especialmente em termos de qualidade no serviço que presta e no respeito ao público que paga por esses serviços aqui na região. Os quais, como eu, só o fazem mesmo porque não tem outra opção, pelo menos no caso da assim chamada "banda larga" 3G - uma piada cara e de mau gosto, que só sobrevive por aqui porque não há fiscalização do governo, não há movimento popular contra os péssimos serviços prestados e, especialmente, não há concorrência.

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