quarta-feira, 30 de julho de 2008

Campina Grande

Depois de quase um mês ausente, aqui estou eu de volta. Muita coisa aconteceu nesse período, e sobre elas estarei publicando nos próximos dias.

Estou escrevendo de Campina Grande, interior da Paraíba. Vim, juntamente com 11 alunos e outros dois professores, participar do Encontro Nacional dos Estudantes de Computação, onde fui convidado para ministrar um mini-curso.

Foram 10 horas de viagem de ônibus (da própria universidade) desde Petrolina. Uma viagem extremamente cansativa, em especial no trecho que passa por Sertânia e Monteiro, fazendo a ligação entre os estados de Pernambuco e Paraíba. Uma estrada péssima, cheia de buracos, onde não se consegue dirigir em linha reta por mais de 50 metros.

Campina Grande, para quem não sabe, é a segunda maior cidade da Paraíba, depois apenas da capital, João Pessoa. Eu, pessoalmente, fiquei encantado com a cidade. Campina Grande deveria ser tomada como exemplo por Petrolina.

A cidade é bonita e agradável de se olhar e de se passear. Ela é toda arborizada e limpa, as ruas são calçadas, o tráfego é organizado e as edificações bem apresentadas e arrumadas. Possui um comércio de rua atraente, com belas vitrines, e um shopping center bem arrumado e com boa diversificação de lojas. E o trânsito aparentemente flui bem também.

Na região central tem um lago muito agradável e outros parques igualmente interessantes povoam a cidade. Definitivamente dá vontade de sair por aí a pé, para conhecer melhor os seus recantos. E tem também uma vida cultural, como atesta um Festival de Inverno que está sendo realizado em diversos lugares da cidade. Entre outras atrações, orquestras e bandas sinfônicas, Naná Vasconcelos, Denise Stocklos e Cordel do Fogo Encantado.

Pode ser impresão de visitante que fica por pouco tempo na cidade, mas também os nativos parecem ser mais acessíveis, amistosos e simpáticos do que os de Jualina.

Campina Grande tem 370.000 habitantes, 100.000 a mais do que Petrolina. Será que esse é motivo de tanta diferença? Ou será que a proximidade do mar (130Km daqui) ainda faz tanta diferença nesse Brasil que historicamente se divide em dois: litoral e interior? Ou será que a existência de duas universidades públicas já consolidadas é que contribuiu para esse distanciamento entre as duas cidades?

É difícil saber, mas provavelmente todos esses fatores contribuíram de alguma forma para o resultado que se vê. Parabéns Campina Grande. Espero poder voltar mais vezes, a passeio, para curtir melhor o bom astral que se respira pelas ruas.

Um comentário:

Carmem Masutti disse...

Mais uma paixão em comum... Conheço bem a Rainha da Borborema!!!

Pretendo passar o São João de 2010 por lá. Definitivamente o melhor do NE!!! Vamos?