quarta-feira, 23 de abril de 2008

Esperando Godot

Sábado eu ainda me ocupei com a mudança do hotel para o apartamento. Mas domingo e segunda-feira, enquanto eu esperava a mudança de São Paulo, que não chegava (aliás ainda não chegou e nem sei quando vai chegar ...), o jeito foi sentar prá trabalhar (no chão, encostado na parede) e tentar produzir alguma coisa. Até que deu prá fazer bastante coisa, dadas as circunstâncias. Pelo menos hoje eu recebi o carro do mecânico, isso já foi um alento.

Segundo dia de almoço na escola. Como a empadinha tinha acabado (é claro, a única que coisa que prestava tinha que acabar logo mesmo), eu tive que encarar a coxinha. No final de semana eu resolvi agir: fui ao supermercado e decidi preparar a minha própria salada, sem depender de ninguém. Era só comprar os ingredientes: pelo menos um pé de alface e uns tomates. Acha que eu consegui? Consegui salvar uns pepinos e olhe lá. O restante, acho que nem os mendigos iriam querer. De qualquer forma valeu, eles (os pepinos) foram o meu jantar de hoje.

Passei o feriadão absolutamente sozinho. Durante o dia, na universidade, eu vejo poucas pessoas e converso com menos ainda. De noite, eu não vejo ninguém e não falo com ninguém. Sinto falta do contato com as pessoas.

Como eu ainda não tenho cama, tive que improvisar com um colchonete de 5cm de altura que eu comprei no shopping. Ontem, a minha terça noite nele, não foi fácil. Os ossos já sabem que tem chão duro logo ali e a reclamação começa assim que eu me deito. Hoje será a quarta noite. Espero que a minha cama chegue logo.

Eu continuo sem Internet em casa e também no trabalho. O telefone (87-3861.0555) está instalado, mas eu ainda não consegui achar um adaptador de tomada para poder ligar o aparelho. Tenho saudades de tudo e de todos.

Um comentário:

Tiago disse...

Fala Marcão,
Eu ri muito quando vc comentou do seu "vizinho" de baixo, porque tá cheio de parentes dele aqui na vizinhança, rsrs. Pelo menos um que era o mais falante de todos (um dogue alemão pra ajudar) já se mudou. E de resto, muita força que as coisas agora só podem melhorar, não é? Me fala uma coisa, como é ir trabalhar de barco sem pegar trânsito? bem melhor que a gente aqui... rs.
Abração e se cuida.
Tiago