quarta-feira, 16 de abril de 2008

Contrato fechado

Mudo no próximo sábado. Vou levar uma vida prosaica: acordar, andar um quarteirão até a margem do rio, pegar um barquinho e navegar por 10 minutos até a porta da universidade, do outro lado do San Francisco River. Depois de um dia de trabalho, pegar o barquinho de volta prá casa, enquanto assisto a despedida do sol de camarote. Acho que o carro vai ganhar umas boas férias, bem a calhar diga-se de passagem.

Comecei as aulas hoje. Uma turma com 8 alunos. Na verdade eram mais, mas acho que o "preview" da disciplina fez com que muitos desistissem. Mas nem tudo é moleza: semana que vem pego uma turma de 50. Tudo novinho: o prédio (inaugurado no mês passado), os móveis, as canetas para o quadro branco, até os alunos e os professores, meus colegas. Parece que tudo é recém-desembrulhado. É bom de ver.

Ontem fui no shopping, tentar comer alguma coisa diferente. Pedi um pastel, que joguei fora depois da segunda mordida. Acabei jantando um sorvete. Cada dia como num lugar diferente, mas as variações são mínimas: arroz misturado com isso ou aquilo, feijão assim ou assado, macaxeira ou batata, e uma carne qualquer. Atenção empresários da construção civil e do setor de alimentação: venham para Petrolina e Juazeiro e fiquem ricos, pelo amor de Deus.

Sobre a rotina: sinto falta do jornal na mão, e do rádio no carro para ouvir alguma coisa que valha a pena. A programação por aqui é só música brega, fofocas da cidade e pregação. A "Gazzeta do São Francisco" (com dois "z" mesmo), infelizmente, ainda não supre a minha necessidade. E espero que nem venha a suprir algum dia. Por sorte existe a Internet e eu consigo ouvir a CBN quando estou no quarto do hotel.

2 comentários:

Tiago disse...

Fala Marcão,
Parabéns pela nova moradia, já podemos ir visitar? rs... Parece que agora as coisas só vão melhorar, hein? Boa sorte pra vc em tudo e principalmente para achar um restaurante paulista.
Abração

Marcus disse...

Fala Tiago,

Claro que pode. A partir deste próximo sábado, a casa é sua. É só avisar quando chega.

Quanto a encontrar um restaurante "paulista", só espero conseguir sobreviver até lá...

Abraço,
Marcus.